A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NO BRASIL

Proclamação da República, 1893, óleo sobre tela de Benedito Calixto (18531927).Pinacoteca Municipal de São Paulo

 

Em 15 de Novembro de 1889 foi proclamado o regime republicano no Brasil que, até então, era o Império do Brasil, monarquia constitucional parlamentarista, cujo soberano era Dom Pedro II – nasceu a República dos Estados Unidos do Brasil.  Entre os factores que levaram à queda da monarquia, a abolição da escravatura, no ano anterior(1888), colocara a instituição monárquica  entre dois fogos – o dos terratenentes que condenavam a medida e o dos grupos de progressistas que entendiam que ela fora tomada tardiamente. Era o mesmo tipo de tensão que afectava todos os sectores da vida do país – uns querendo parar no tempo para poder conservar os seus privilégios, os outros querendo que o Brasil acertasse o passo pelas nações mais desenvolvidas, combatendo o analfabetismo e promovendo o desenvolvimento económico. Deposta a família imperial, foi criado um Governo provisório. O marechal Deodoro da Fonseca, líder da rebelião, assumiu o cargo de presidente da República e de chefe do Governo Provisório. O marechal Floriano Peixoto, foi  nomeado vice-Presidente e, ocupando as pastas ministeriais, Rui Barbosa, Aristides Lobo, Benjaamin Constant, o almirante Eduardo Wandenkolk, Campos Sales, Demétrio Ribeiro e Quintino Bocaiuva.

 Saudamos os irmãos brasileiros.

21 anos depois, seguir-lhes-iamos o exemplo, depondo um regime decadente e que assenta num princípio inaceitável nos nossos dias –  a de que os monarcas são ungidos por Deus. Nós e os brasileiros sabemos bem que um presidente da República, mesmo que eleito democraticamente, pode revelar-se incapaz para o exercício  do cargo. Pode não ser reeleito para o segundo mandato previsto constitucionalmente. Um rei, mesmo que seja um deficiente mental, pode permanecer no trono. É inacreditável como países civilizados mantêm uma instituição tão anacrónica.

VIVA A REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL!

1 Comment

Leave a Reply