EDITORIAL – O direito a decidir

O direito a decidir, na Catalunha igualmente

Sim, a história conta.

E a história está do lado da Catalunha.

Apesar do domínio imposto pela força e dos esforços – os brutais e os subtis – para a apagar, a identidade histórica catalã é longa e marcada pelos vários momentos de afirmação de liberdade e humanismo universalisante.

A Catalunha foi nação muito antes de outras que, como Estado, agora a não querem reconhecer como tal.

Sim, a cultura conta.

E a cultura está do lado da Catalunha.

Mau grado os esforços – os brutais e os subtis – para a dissolver, e à língua, a identidade cultural catalã é longa e pujante e dá cartas internacionalmente, na música, na literatura e nas artes, sem nunca se ter deixado absorver pelo espanholismo imperial.

A Catalunha é, também, conhecida pela sua cultura.

Sim, a economia conta.

E a economia está do lado da Catalunha.

Não obstante a crise e os esforços – os brutais e os subtis – para a diminuir, a economia catalã vem do tempo dos seus mercadores e tem feito o seu caminho acompanhando a evolução da indústria e dos serviços, da inovação e da tecnologia e da organização do trabalho.

A Catalunha é sustentável.

A Catalunha tem história, cultura e economia.

Porque é que não há de poder ser, também, independente, se for essa a vontade do seu povo?

Com que fundamento se pode recusar a um povo o direito a decidir do seu governo e do seu futuro?

Um direito que esses outros reivindicam para si próprios.

As eleições de hoje são para o Parlamento da Catalunha (Comunidade Autónoma) não são uma consulta sobre a independência, mas os seus resultados vão marcar o futuro da Catalunha e, possivelmente, o caminho para uma decisão sobre a autodeterminação.

Como qualquer povo, o povo e a nação catalãs têm de ter o direito de decidir sobre a sua independência, tem de ser sua voz a decidir do tempo e do modo. Mais ainda, quando o pretendem fazer em liberdade e democraticamente, sem recurso à violência.

É também isso a liberdade: ser livre de decidir sobre si mesmo.

Somos por uma Catalunha livre.

El dret a decidir, a Catalunya també

 

 

Sí, la història compta.

I la història avala Catalunya.

Malgrat el domini imposat per la força i malgrat els esforços –els barroers i els subtils– per apagar-la, la identitat històrica catalana té una llarga trajectòria i està marcada pels diferents moments d’afirmació de llibertat i d’humanisme que li confereixen abast universal.

 

Sí, la cultura compta.

I la cultura avala Catalunya.

A desgrat dels esforços –els barroers i els subtils– de dissoldre-la, i de dissoldre’n també la llengua, la identitat cultural catalana és antiga i puixant i té projecció internacional, en la música, en la literatura, en l’art, sense sotmetre’s mai a les pretensions d’absorció de l’espanyolisme imperial.

Catalunya és, també, coneguda per la seva cultura. 

 

Sí, l’economia compta.

I l’economia avala Catalunya.

Tot i que la crisi i els esforços –els barroers i els subtils– per llevar-li embranzida, l’economia catalana prové d’una antigra tradició comercial i ha fet camí juntament amb l’evolució de la indústria i dels serveis, de la innovació i de la tecnologia i l’organització del treball.

Catalunya és sostenible.

 

Catalunya té història, cultura i economia.

Per quina raó no ha de poder ser, també, independent, si fos aquesta la voluntat del poble català?

Amb quina argumentació es pot negar a un poble el dret a decidir sobre la pròpia governació i el propi futur?

Un dret que els altres reivindiquen per a ells mateixos.

 

Las eleccions d’avui són parlamentàries (constituiran el parlament de la “Comunitat Autònoma”); no són pas una consulta sobre la independència, però els seus resultats marcaran el futur de Catalunya i obriran, probablement, el camí cap a l’autodeterminació.

 

Com qualsevol altre poble, el poble català, la nació catalana, té el dret de decidir sobre la seva independència, i és ell qui ha de deixar sentir la seva veu sobre el moment i la manera de fer-ho. I amb molta més raó quan volen fer-ho de manera lliure i democràtica, sense recórrer a la violència.

 

En això consisteix també la llibertat: ser lliure de decidir sobre un mateix.

 

Estem per una Catalunya lliure.

 (Traducció de Josep A. Vidal a partir de l’original)

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