Pentacórdio para Sábado 1 de Dezembro

por Rui Oliveira

 

     

 

  

 

  No Sábado 1 de Dezembro no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, às 21h, encontram-se de novo Rodrigo Amado saxofone e  Joe McPhee saxofone ⁄ trompete, acompanhados agora por Kent Kessler contrabaixo, que já gravouu com ambos e ainda um “menino prodígio” da bateria Chris Corsano percussões.

   Reproduz o programa que “… Rodrigo Amado, um dos músicos de jazz nacionais com maior projecção internacional, foi recentemente nomeado como «rising star» em saxofone tenor na prestigiada “Down Beat Music Critics Poll”, e teve em 2012 com uma actividade intensa, da qual se destacam a participação no Imaxinasons (Festival Internacional de Jazz de Vigo), uma extensa tournée com o seu Motion Trio (com Gabriel Ferrandini bateria e Miguel Mira violoncelo) e Jeb Bishop e ainda três novos discos”.

   É a antevisão desses novos temas que se espera no CCB. Entretanto, ouçamos a prestação, já de 2007, do seu quarteto com Manuel Mota guitarra eléctrica, Hernâni Faustino contrabaixo e Peter Bastiaan percussão.

 

   E para antecipar também a performance de outros dois intervenientes, escute-se como Joe McPhee e Chris Corsano interagiam com John Edwards contrabaixo e Paul Dunmall saxofone em 2010 :

  

 

   É também no Sábado 1 de Dezembro que volta ao ecrã do Grande Auditório a Met Opera Live in HD, às 18h, com a reprodução da ópera “La Clemenza di Tito” de Wolfgang Amadeus Mozart sobre libreto de Caterino Tommaso Mazzolá, com Elīna Garanča (Sesto), Giuseppe Filiano (Tito), Barbara Fritolli (Vitellia), Kate Lindsey (Annio) e Lucy Crowe (Servilia), dirigidos pelo maestro Harry Bicket numa produção Jean-Pierre Ponnelle.

   A história, como é sabido, diz respeito ao imperador romano Tito e à sua tendência para conceder clemência a todo e qualquer dos seus ofensores. Tal generosidade é amargamente posta à prova quando o seu amigo Sesto lhe confessa ter aderido a uma conjura para o assassinar, levado ao engodo pela atraente e manipuladora Vitellia.

   Se bem que a parte do imperador exija um tenor poderoso, o papel central nesta ópera é, sem dúvida, o potencial assassino Sesto. Escrito para um castratto virtuoso, requer um mezzo-soprano com potência e flexibilidade, capaz de mostrar um leque amplo de emoções. Elīna Garanča (dizem os críticos que a ouviram) esteve à altura do desafio num papel que já cantara com sucesso e aclamação em Viena.

   Ouçamo-la pois na ária “Parto, parto…” do 1º Acto de “La Clemenza di Tito” por Elina Garanca (Sesto) :

   E também a ária “Se all’impero…” do 2º Acto de “La Clemenza di Tito” por Giuseppe Filianoti (Tito) :

   Como brinde complementar para ouvir neste feriado “condenado”, compare (quem fôr à Gulbenkian) com esta reprodução integral da ópera no Festival de Salzburg de 2003 onde Nikolaus Harnoncourt dirigiu Michael Schade (Tito), Dorothea Röschmann (Vitellia), Vesselina Kasarova (Sesto), Barbara Bonney (Servilia), Elina Garanca (Annio) e Luca Pisaroni (Publio) :

 

 

    Representa-se neste Sábado 1 de Dezembro, às 21h, (bem como no Domingo 2, às 16h) na Sala Garrett do Teatro Nacional Dª Maria II, integrado no “Ano do Brasil em Portugal – Mostra de Teatro do Brasil”, a peça “A Primeira Vista” onde o encenador Enrique Diaz retomou a obra do canadiano Daniel MacIvor, neste texto que constroi um quebra-cabeças divertido e comovente da amizade entre duas mulheres.

   A Primeira Vista é repleta de encontros, desencontros e, fundamentalmente, reencontros. Ouvintes de rock e frequentadoras do universo musical local, as personagens de Drica e Mariana são amigas de alguns músicos e chegam, inclusive, a formar uma mal-sucedida banda. As cenas exigiram preparação extra das actrizes Drica Moraes e Mariana Lima, que contaram com a ajuda dos músicos Fabiano Krieger e Lucas Marcier, da banda Brasov  (também responsáveis pela banda sonora) para poderem cantar e tocar contrabaixo, guitarra e ukelelê em cena.

   Este é um excerto dessa “relação caótica e hilariante” onde “se fala muito de líbido, não somente a líbido sexual…”, analisa Diaz, “mas a energia que usamos para realizar ou não as coisas” :

   Ainda no Sábado 1 de Dezembro há na Igreja de São Roque, às 21h30, novo espectáculo do festival Música em São Roque com a presença das cordas da Orquestra de Câmara Damas de São Carlos e do Coro Juvenil de Lisboa sob a direcção de Veliyana Hristova com Nuno Margarido Lopes no órgão e ainda os cantores Ana Cosme soprano, Natália Brito meio-soprano, João Rodrigues tenor e Carlos Pedro Santos baixo.

   No programa constarão peças de Corelli, Vivaldi, Torelli, Haydn e Mozart.

 

 

 

   No bar Ondajazz, às 22h30 deste Sábado 1 de Dezembro, o palco é dado a uma cantora recem-revelada em palcos televisivos Sofia Vitória que benificia do apoio valioso de Júlio Resende piano, João Custódio contrabaixo e Bruno Pedroso bateria.

   Para ouvir uma sua actuação em Vigo (Espanha) em homenagem a Chico Buarque clique aqui

http://youtu.be/fe18nNGUdUI  ou entoando Beatriz do mesmo Chico e Edu Lobo aqui http://youtu.be/Ton9coSr0bg

 

   No Teatro Villaret neste Sábado 1 de Dezembro, às 21h30, os Soul Gospel Project apresentam  “Oh Happy Days” ( Dias Felizes), uma viagem musical pela música gospel, desde África aos dias de hoje.

   Neste espectáculo, da autoria de António Gonçalves Pereira,  o Gospel é mostrado numa fusão de sonoridades que vão desde o soul e os blues ao R&B e ao jazz, com temas como os espirituais Amazing Grace e Oh When the Saints, a cânticos como Agnus Dei ou Joyful, Joyful. Este coro de quatorze vozes (sopranos, contraltos, tenores, barítonos e baixos) acompanhadas por um pianista surpreende ainda com versões de temas como I Believe I Can Fly, Summertime ou Bridge Over Troubled Water.

   O show que se iniciara na Quinta 29 de Novembro termina no Domingo 2 de Dezembro às 16h.

 

 

   Por último, “InShadow Festival Internacional de Vídeo, Performance e Tecnologias, uma iniciativa da Vo’Arte em co-produção com o São Luiz Teatro Municipal, volta a Lisboa neste Sábado 1 de Dezembro (prolongando-se até Sábado 8)para apresentar o que de melhor se faz, mundialmente, em vídeo-dança e performance.

   Incluído na programação do Ano do Brasil em Portugal, o Festival acolhe o Brasil como país convidado com a apresentação de dois espectáculos brasileiros, a exibição de uma retrospectiva dos melhores vídeo-danças brasileiros e o acolhimento do Festival “Dança em Foco” (do Rio de Janeiro) como Festival Convidado.

   Da programação deste ano (ver http://www.voarte.com/pt/home/festival-inshadow-de-volta-a-lisboa-de-1-a-8-de-dezembro ) destacamos como mais interessantes :

   O espectáculo MalaSombra, pela companhia catalã Au Ments. Uma encenação que combina elementos de dança, teatro visual, teatro de objectos, sombras e música rock dirigida a toda a família e que pergunta aos mais pequenos “o que aconteceria se a sua sombra fosse roubada?“ .

   A exposição de fotografia 123 90 948 do vencedor do Prémio Bes Photo Revelação 2008, David Infante (patente no Módulo – Centro Difusor de Arte).

   As Sessões de Competição de Vídeo-dança que integram cerca de 40 filmes de mais de 30 países numa competição internacional que representa o que de melhor se produz neste momento, por todo o mundo, em vídeo-dança.

   Os ingleses Me and The Machine, em estreia em Portugal, que trazem um jogo de realidade virtual que é construído pelo próprio público. “When We Meet Again (Introduced as Friends)“  é uma performance de um-para-um entre o espectador e um amigo invisível. É a ilusão de se estar dentro de um novo corpo, através do qual se move de maneira diferente e descobre coisas misteriosas e invisíveis. (na Sala de Ensaios do Teatro São Luiz).

   A Compagnie Philippe Saire, que depois de 20 anos de carreira e de inúmeros prémios conquistados nos mais importantes festivais internacionais, apresenta-se pela primeira vez a Portugal com “Black Out”, uma performance «de transição da luz para a escuridão, da vida para a morte, de uma mancha de óleo para uma chuva de cinza (…), é uma obra de mestre para a qual se olha a partir de cima: um quadro vivo com movimentos de luz, músculo e pó de borracha»(no Palco Principal do Teatro São Luiz).

   E finalmente, começando neste Sábado 1 de Dezembro no Teatro do Bairro, o DocShadow – Competição Internacional de Documentários que exibe neste dia às18h30 na 1ª sessão “The Akram Tree” de Francesco Cabras, Alberto Molinari (Emirados Árabes Unidos), às 21h30 “Dançar a Rua” de Coraci Ruiz e Cia. Artesãos do Corpo (Brasil) e “Kojo” de Alexandra Afonso (Bélgica/Benin) e às 22h30 “Unstable” de Luís Marrafa (Portugal, Bélgica).

   Só como exemplo referiremos o filme estreante “The Akram Tree”, já vencedor de diversos festivais como o Dhaka International Film Festival 2012 e o Hong Kong Jumping Frames Dance Video Festival 2012.

   Trata-se de uma viagem pelo mundo pessoal e profissional de um bailarino e coreógrafo de origens britânica e bengali, Akram Kahn. “A minha inteligência está no meu corpo − diz Akram, − o corpo construído a partir de uma observação incisiva da realidade, lendas e trabalho incessante é aqui bem representado por Gnosis, uma obra realizada em colaboração com sete artistas descobertos em diferentes cantos do mundo. Estas tradições e experimentações da Índia, Japão, Paquistão, Inglaterra, Egipto, Iraque e Bangladeche colaboram juntas para criar um trabalho que se encontra entre o clássico kathak indiano e a dança contemporânea. O filme retrata a história deste ser humano peculiar e a aventura artística onde o olhar transcende a narração influenciado pelo local onde o documentário foi filmado: a futurista e conflituosa cidade de Abu Dhabi rodeada por paisagens desérticas e metafísicas.

   Este é um excerto :

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Quinta aqui )

 

 

 

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