A PALESTINA SEMPRE FOI UM ESTADO – por Octopus

A Palestina foi   reconhecida como Estado observador por parte da ONU, mas a Palestina sempre   existiu e deveria era ser reconhecida como Estado de pleno direito. Imagem1

Os palestinianos são   um dos povos mais antigos do mundo. Com a dissolução do Império Otomano, em   1922, a Palestina era reconhecida como um Estado, com um povo soberano e um   território. No Tratado de Sèvres, acordo de paz entre os Aliados e o Império   Otomano, o território palestiniano figura no mapa então traçado. O regime de   mandatos acordados nessa altura era uma maneira de gerir o direito dos povos   à autodeterminação.

O direito à   autodeterminação do povo palestiniano encontra-se redigido no artigo 22 do   Pacto da Sociedade das Nações (SDN), o artigo primeiro do mandato sobre a   Palestina dado pela SDN refere a soberania inalienável desse povo. A   Palestina era então um Estado sob mandato, mas era um Estado.

Em 1947, a ONU, que   não era mais do que um clube das grandes potências, votou uma recomendação   para um plano de partilha destinado à criação de uma “casa para povo   judeu”, na realidade era a criação de um posto avançado destinado a   defender os interesses ocidentais na região.

Essa recomendação foi   aproveitada pelos grupos armados sionistas para se auto-declararem como   Estado, após a saída do mandatário em maio de 1948, organizando uma operação   de limpeza (a “Nakba”) expulsando os palestinianos das suas terras.

O próprio Conselho de   Segurança reconheceu o estatuto de territórios ocupados ao território   palestiniano, ao abrigo da IV Convenção de Genebra.

Hoje, 127 Estados já   reconheceram a Palestina como um Estado, um Estado sob ocupação militar.   Apesar da ocupação, a Palestina foi o primeiro Estado árabe a organizar   eleições democráticas, só que a vitória do Hamas não era a desejada pelas   potências ocidentais.

No caso palestiniano   existe uma tendência mediática em misturar dois conceitos: a existência e o   reconhecimento.O povo palestiniano existe, está bem vivo e é soberano, quanto   ao reconhecimento esse está dependente da comunidade internacional, o que não   é bem a mesma coisa.

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