Pentacórdio para Terça 11 de Dezembro

por Rui Oliveira

 

 

  

nikolai luganski   Na Terça-feira 11 de Dezembro apresenta-se no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, às 21h, o conhecido pianista russo Nikolai Lugansky, natural de Moscovo (1972) e discípulo de Tatiana Nikolaeva e de Sergei Dorensky, para um concerto com obras de alguns dos seus compositores de eleição.

nikolai luganski cd2++   Lembremos que este pianista, que tocou sob a direcção de inúmeros maestros de renome desde Riccardo Chailly, Christoph Eschenbach, Valery Gergiev a Emmanuel Krivine, Sir Charles Mackerras, Kurt Masur, Mikhail Pletnev ou Jukka Pekka Saraste, tem diversos álbuns premiados (grava para a Warner Classics), como “Estudos de Chopin” (Diapason d’Or 2000),  “Prelúdios op.23 e Momentos musicais de Rachmaninov “(Diapason d’Or 2001), “Prelúdios de Chopin” (Diapason d’Or 2002), “Concertos para Piano Nº 1 e Nº 3 de Rachmaninov “(Prémio da Crítica Discográfica Alemã e Echo Klassik 2005) e “Concerto para Piano Nº 1 de Tchaikovsky” («Editor’s Choice» da revista Gramophone – Fevereiro 2004).

   Na presente temporada, Nikolai Lugansky estreia-se com a Orquestra de Filadélfia, sob a direcção de Charles Dutoit, em Saratoga e realiza também uma digressão norte-americana com o violinista Vadim Repin, que inclui recitais em Los Angeles, Berkeley, St. Paul, Washington D. C., Cidade do Quebeque e Nova Iorque (Lincoln Center).

   O programa do concerto em Lisboa compreende :

 

            Leoš Janácek                Nas brumas

            Franz Schubert             Quatro Improvisos, D. 935

            Franz Liszt                     Les jeux d’eau a la Villa d’Este  e  Isoldens Liebestod

            Sergei Rachmaninov   Sonata nº 2, op. 36

 

   Eis aqui (quase como brinde natalício) o concerto integral dado por Lugansky em Annecy em Agosto último também com as mesmas peças de Liszt e Rachmaninov no programa :

 

 

 

   Também a 11 de Dezembro (Terça-feira) na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, às 21h30, tocam Al Di Meola & Gonzalo Rubalcaba. 

full_concerto_al_di_meola_gonzalo_rubalcaba   O norte-americano Al Di Meola,  com uma carreira de mais de três décadas, é frequentemente referenciado como um dos guitarristas e compositores de Jazz (de fusão, latino ou outro) mais influentes de sempre sendo, por esse facto, um dos guitarristas mais aclamados mundialmente. Publicou em Novembro do ano passado o seu último CD “Pursuit of Radical Rhapsody”.

   Igualmente o cubano Gonzalo Rubalcaba é considerado uma referência incontornável no actual panorama musical do jazz, tendo sido distinguido com vários galardões musicais de entre os quais se destacam quatro Grammys, a Palma de Ouro da Academia Musical de Paris e o “Prémio de Melhor Executante” pela Associação de Críticos de Arte do Japão. Editou recentemente na sua etiqueta 5Passion o álbum “Fé”.

   Como um “cheirinho” do que é (e deverá ser no concerto) a interacção entre os dois músicos, mostramos-lhe um registo de estúdio assaz elucidativo (outro excerto, agora em público, pode ser ouvido aqui http://youtu.be/wbhwoNkOjKs ) :

 

 

 

 

jan peters   Para os amadores de ciclos de cinema, nesta Terça-feira 11 de Dezembro é a vez do “KellerKino” ou Cinema na Biblioteca do Goethe-Institut de Lisboa (Campo dos Mártires da Pátria, nº 37) onde às 19h30 – como aliás todas as quizenas  − é exibido o filme “Nada é melhor do que mesmo nada” (Nichts ist besser als gar nichts) (Alemanha, 2010) de Jan Peters,  (falado em alemão com legendas em português) com entrada livre.

NICHTS_RZ.indd   Este documentário em tom de comédia pode ser assim sumarizado :

   “Quando Jan Peters repara que a namorada levou, por engano, a sua carteira com todos os cartões para a Amazónia, já é tarde demais: está perdido no aeroporto de Frankfurt, sem qualquer tipo de dinheiro e apenas com um passe do comboio no bolso. Como forma de arranjar dinheiro, faz uma proposta aos outros viajantes: oferece-se para os acompanhar até às suas estações de destino, usando o seu passe e cobrando apenas dois euros por viagem. Animado pelo sucesso tido junto de um dos seus primeiros clientes, Jan não hesita e resolve tentar desenvencilhar-se sozinho em Frankfurt nas semanas seguintes, tendo como capital inicial para a fundação de uma empresa em nome próprio apenas o seu passe. Nas suas viagens, Jan encontra verdadeiros artistas da vida e descobre diferentes e originais formas de assegurar a existência no universo paralelo dos biscates à margem da sociedade, recebendo, pelo caminho, dicas úteis para o seu plano de negócio como «acompanhante independente»”.

   Podem ver-se as imagens do filme-anúncio (embora em alemão) :

 

 

   Quem esteja no Instituto Alemão (ou Goethe Institut) pode aproveitar e visitar uma curiosa exposição ali presente desde a passada Sexta 7 (e até 31/01/2013) de obras de vários artistas (Gabriel Barbi, Manuel da Costa Cabral, Lourdes Castro/Manuel Zimbro, Hubert Fichte, Arne Kaiser, Maria Lusitano-Santos, Leonore Mau, Erich Reischke, Rui Silveira, Leila Tschopp, Heimo Zobernig) com curadoria de Jürgen Bock.

à la recherche du temps...   Intitula-se “À la recherche du temps perdu” e é uma exposição sobre a memória, na procura das origens do Goethe-Institut e, pretendidamente, do espírito vigente da época em Portugal, cujo ponto de partida é o romance autobiográfico de Hubert Fichte “Um Amor Feliz” (existente na biblioteca do Goethe-Institut) que retrata a estadia de Fichte e da sua parceira e fotógrafa Leonore Mau vários meses em 1964 na vila piscatória de Sesimbra.

    Na exposição sobrepõem-se campos tão diversos como a arte, o documentário, a história, a economia ou a etnografia, tendo sido concebida para estimular o público a criar os seus próprios significados num campo de movimentos seriais de cisões, sobreposições ou variações; num campo de uma “lógica metonímica, do trabalho associativo, de vizinhanças e transferências”.

 

 

 

alan-turing   No campo das conferências /debate, há nesta Terça-feira 11 de Dezembro no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, das 9h30 às 14h, um Simpósio Internacional Alan Turing, coincidindo com o centenário do seu nascimento e com o objectivo de discutir o seu legado.

   É sabido que o seu trabalho foi fundamental no nascimento da ciência computacional e muito influente em áreas diversas como a biologia, as ciências cognitivas, a lógica e a criptografia, havendo quem diga que o impacto da sua obra está no mínimo ao nível da dos maiores cientistas, como Darwin, Newton ou Einstein.

   O simpósio está organizado numa série interdisciplinar de palestras por especialistas desde a Matemática ou a Computação até à Biologia, a História ou a Sociologia. Ouvir-se-ão assim sucessivamente  Sydney BrennerThe Architecture of Biological Complexity”, Luis M. Rocha  “Turing’s Tape and the Cybernetics of Biocomplexity”, Cristof TeuscherArtificial Brains: From Turing to Kurzweil and onward”, António Machiavelo “Turing and the Enigma Cipher” e David Leavitt  “Alan Turing’s Modesty and His Genius”.

   Para o programa completo, consultar :

http://www.gulbenkian.pt/index.php?object=483&article_id=439langId=1

 

 

 

 

cafe%20philo%20dec%202012   No mesmo campo, realiza-se na Terça-feira 11 de Dezembro no Institut Français de Portugal, das 19h30 às 21h, mais uma sessão do Café Philo, o debate habitual na 2ª Terça-feira do mês animado por Omar Belhassaïn, Professor de Filosofia no Liceu francês Charles Lepierre.

   O tema é “Le Voyage”(A Viagem), será discutido em francês (com entrada livre) e foi introduzido da seguinte forma : Il y a toujours eu de grands voyageurs dans l’Histoire, et les grands explorateurs de la période classique appartiennent à la fois à l’histoire de notre culture occidentale, mais aussi à notre mythologie. Que ce soit Magellan dont le nom baptise deux galaxies à 160 000 années-lumière, Christophe Colomb qui a été le sujet d’une grande production hollywoodienne, Marco Polo qui ramène un livre au titre magnifique (le Livre des merveilles/ le devisement du monde) de son séjour en Chine ou Armstrong qui pose son pied sur le sol lunaire, tous sont des figures qui structurent la conscience de notre identité culturelle et au delà, notre conscience de notre universelle condition humaine”.

   Para terminar com algumas questões : “ O turismo de massas moderno mostra que a pulsão de nos deslocarmos (como a humanidade sempre fez) está profundamente inscrito em nós. Que sentido devemos dar-lhe? O que procuramos em terras longínquas? Fugimos dos receios suscitados pela nossa civilização procurando assim um outro “uso do mundo” ?

 

 

 

   Por último, regista-se que (como tem sido habitual) o Coliseu dos Recreios organiza nesta época (e será nesta Terça 11 de Dezembro, às 21h30) um concerto onde será tocada a obra de Carl Orff em versão concerto “Carmina Burana”, a par da 9ª Sinfonia de Ludwig van Beethoven. Serão intérpretes a Orquestra Sinfónica e o Coro da Filarmónica Nacional da Moldávia dirigidos por Mihail Secikin.

   Não havendo registo de actuação anterior deste conjunto, deixamos-lhe, leitor, para consolo final, a interpretação que fez daquela cantata de Orff em 1989 a Filarmónica de Berlim dirigida pelo maestro Seiji Osawa com a participação de Kathleen Battle soprano, Frank Lopardo tenor e Thomas Allen barítono e ainda o The Shin-Yu Kai Chorus dirigido por Shin Sekiya :

 

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Domingo aqui )

 

 

 

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