NÃO DEVEMOS BAIXAR DEMASIADO A TENSÃO ARTERIAL NOS IDOSOS – por Octopus

Claro que a   hipertensão arterial está associada a um maior risco de doenças   cardiovasculares, mas muitos poucos estudos se referem ao declínio das   funções cognitivos associadas a uma baixa exagerada da pressão arterial, mas   ela existe.

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Com o   envelhecimento,  a pressão arterial “natural” do indivíduo   aumenta por questões fisiológicas. Uma tensão arterial de 120/70 mmHg numa   pessoa com vinte anos é perfeitamente normal, mas numa pessoa com sessenta   anos, um pressão arterial de 160/80 mmHg também é perfeitamente normal.

A indústria   farmacêutica tem-nos feito acreditar que essa pessoa de sessenta anos deveria   ter uma tensão arterial de uma pessoa de vinte anos. O que efectivamente, com   medicação, permite que qualquer pessoa idosa tenha uma pressão arterial de um   jovem de vinte anos.

Mas devido ao   envelhecimento natural nenhuma pessoa idosa terá a pressão arterial que tinha   na juventude. A pressão arterial demasiado baixa vai ter efeitos nefastos na   sua irrigação cerebral e produzir efeitos de deterioração nas suas funções   cognitivas e por consequência na sua qualidade de vida.

Um estudo recente do Journal American Geriatrics Society de   Novembro de 2012, prova que as pessoas idosas, com mais de 85 anos que reduziram   a sua pressão arterial para níveis supostamente aceitáveis, tem uma qualidade   de vida e um declínio cognitivo inferior às que mantiveram uma pressão   arterial mais elevada, sobretudo a sistólica, valores que são em muito   superiores às médias aceites como normais.

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