JOAM ZORRO
(fins do séc. XIII)
En Lixboa, sobre lo mar
barcas novas mandei lavrar.
Ai, mia senhor velida!
En Lixboa, sobre lo ler
barcas novas mandei fazer.
Ai, mia senhor velida!
Barcas novas mandei lavrar
e no mar as mandei deitar.
Ai, mia senhor velida!
Barcas novas mandei fazer,
e no mar as mandei meter.
Ai, mia senhor velida!
Jogral provavelmente português, frequentou a corte de D. Afonso III ou a de D. Dinis. Esta conhecidíssima cantiga de amor foi retomada por Fiama Hasse Pais Brandão no seu poema intitulado “Barcas Novas”, cujo primeiro dístico é precisamente “Lisboa tem suas barcas/ agora lavradas de armas” e publicado pela primeira vez na “Antologia de Poesia Universitária” (1964).
