Pentacórdio para Terça 22 de Janeiro

por Rui Oliveira

 

  

   Esta Terça-feira 22 de Janeiro volta a não ter eventos de vulto, além das exibições permanentes quer fílmicas, teatrais ou coreográficas. Por isso, embora comecemos por referir alguns acontecimentos de âmbito limitado, daremos aqui eco a exposições que recentemente tiveram início na área das artes plásticas.

   Assim :

gespenster_plakat_coverChristian Petzold   No Goethe-Institut ou Instituto Alemão (Campo dos Mártires da Pátria, nº 37) continua o seu quinzenal KellerKino (Cinema na Biblioteca) com a exibição, às 19h30, de “Fantasmas” (Gespenster) (Alemanha, 2004), realizado por Christian Petzold  (foto) com Julia Hummer, Sabine Timoteo e Benno Fürmann, em alemão com legendas em português.

   A entrada é livre.

   Sinopse :  Duas raparigas encontram-se em Berlim: Nina, tímida e introvertida; Toni, uma ladra que não perde uma oportunidade para se apoderar do que o mundo tem para lhe oferecer. Nina sente-se atraída pela personalidade impulsiva de Toni e acompanha as suas ousadas incursões pela cidade. Françoise, que também vagueia pelas ruas de Berlim, não abdica da esperança de encontrar a sua filha Marie, que há muitos anos lhe foi ali raptada. Os caminhos das três mulheres cruzam-se e, por um breve momento, Françoise julga reconhecer em Nina a sua filha desaparecida…

   Este é o filme-anúncio alemão (falado em francês) :

   Quem ficou interessado pode conhecer um excerto mais longo em http://youtu.be/Py8xk9qX8o4 

 

   Noutra área de interesse e também noutro Instituto, o Institut Français de Portugal tem lugar nesta Terça-feira 22 de Janeiro, das 11 às 13h, a realização de “França, Alemanha, Europa: 50 anos e depois? Pontos de vista portugueses  – Conferência-Debate por ocasião do “Cinquentenário do Aniversário do Tratado do Eliseu entre a França e a Alemanha”.

bg-menu-logo   Aberto com a presença dos Embaixadores dos dois países signatários, o debate será moderado por Maria João Avillez, decorrerá em português e terá entrada livre.

   Como ponto de partida para a discussão ouvir-se-ão as intervenções de António Vitorino   Influência da Alemanha e da França sobre a arquitectura institucional da Europa, de Vítor Bento  Modelos económicos na Alemanha e na França, de José António Pinto Ribeiro  Perspectivas francesas e alemãs sobre a questão da identidade europeia, de Teresa Caeiro  Democracia e cidadania no âmbito da integração europeia e de Teresa de Sousa  Abordagens da Alemanha e da França à questão do papel da Europa no Mundo.

 

   Indo agora, como pontos de maior interesse, às exposições recém-inauguradas cuja visita se aconselha, saiba-se que no Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian se apresentam desde Sexta-feira passada (18 de Janeiro) três novas mostras.

júlio (Saul Dias)th-julio   A primeira é uma exposição de “Homenagem a Júlio” (dos Reis Pereira) (foto) cujo dia de inauguração adquiriu um especial significado por coincidir com o dia da morte do pintor, ilustrador e poeta, ocorrida em 1983, em Vila do Conde, a sua terra natal.

   Intitulada “A imagem que de ti compus”, reúne 92 obras de pintura e desenho, e é uma organização conjunta do CAM e da Fundação Cupertino de Miranda, focando-se nos períodos surrealistas e expressionistas que se fizeram sentir na sua obra ao longo de três décadas, de 1920 a 1940.

CAM_HomJulio Espera 1930_ColCAM_FCG_rectSerão mostradas pinturas a óleo e desenhos das duas coleções, ambas detentoras de um número significativo de obras do pintor referentes a essa primeira fase da sua produção e ainda pinturas de algumas coleções particulares.

   A exposição inclui o filme-documentário sobre o pintor que Manoel de Oliveira realizou em 1965. Este filme, desconhecido da maioria das pessoas, com a duração de cerca de 15m, com música de Carlos Paredes e narração de José Régio, foi emprestado pela Cinemateca Portuguesa e estará permanentemente em exibição numa das salas que acolhem a exposição.

   A vertente de poeta desta personalidade multifacetada estará também presente na mostra (Júlio escreveu sob o pseudónimo de Saúl Dias) com vários poemas que percorrem o espaço da exposição.

   A curadoria está a cargo de Patrícia Rosas (CAM) e António Gonçalves (Fundação Cupertino de Miranda). Encerra a 7 de Abril, estando aberta das 10h às 18h excepto às Segundas.

                  tarde de festa 1925   sem título, 1933

                                  tarde de festa, 1925                                           sem título, 1933 

   (as imagens que acompanham esta nota são recolhidas do site do CAM, a quem agradecemos)

 

   As outras duas mostras com que o CAM dá início à temporada comemorativa dos seus 30 anos são exposições de duas artistas contemporâneas, vindas de geografias distintas, a afegã Lida Abdul e a australiana Narelle Jubelin, que mostram obras recentes e outras inéditas criadas especificamente para esta mostra  − a que faremos referência em Pentacórdio próximo.

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Domingo aqui)

 

 

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