AURORA – por Fernando Correia da Silva

Um Café na Internet

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Eu e o Manecas passamos agosto e setembro à beira-mar, ali perto de Peniche, numa pensão plantada nas rochas do Baleal. Queremos aproveitar não só as ondas e os mergulhos, mas também o sossego para marrar nos livros indicados para o nosso exame de admissão à Faculdade, em outubro. 

Aurora, a morena e apetitosa filha do dono da pensão, uma noite abriu a porta do meu quarto e deitou-se na minha cama. Gostei muito e depois ela pediu: 

– Foi bom, não foi? Mas não contas nada a ninguém, pois não? Juras?

– Juro! 

E não contei. Não só para proteger a Aurora, mas também para evitar o ciúme do Manecas. Aurora da minha vida, festa minha, festa minha! 

Em meados de setembro fico espantado: o Manecas confessa que a Aurora, às vezes, dorme com ele. Puxo e repuxo a novidade e concluo que às segundas, quartas e sextas a Aurora dorme comigo, e as terças, quintas e sábados dorme com o Manecas. Ao domingo é a noite de descanso da Aurora… 

Afinal a rainha da festa é a Aurora ao tourear dois garraios babadinhos… Pasodoble, olé!

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