Ficamos todos contentes com notícias de dados que apontam para factos positivos. A UNICEF, no seu relatório ‘Committing to Child Survival: A Promise Renewed’ (‘Compromisso com a sobrevivência infantil: Uma promessa renovada’), divulgado em Setembro (http://www.unicef.org/videoaudio/PDFs/APR_Progress_Report_2012_final.pdf), afirma:
«Há muito para celebrar. Mais crianças sobrevivem agora ao 5.º aniversário. O número global de mortes antes dos cinco anos desceu de 12 milhões, em 1990, para cerca de 6,9 milhões, em 2011. Todas as regiões registaram reduções nas últimas duas décadas».
E Portugal está entre os dez países do mundo com a mais baixa taxa de mortalidade de crianças até aos cinco anos, segundo este relatório, que sublinha as melhorias alcançadas a nível mundial. Entre 1990 e 2011, a taxa de mortalidade das crianças com menos de cinco anos, nascidas em Portugal, diminuiu 77 por cento. Então, por cada mil nascimentos morriam 15 crianças com menos de cinco anos. No ano passado, o número registado foi de três crianças por cada mil, segundo os dados divulgados no documento.
Se este é um dado com que nos devemos congratular, e resultante da aplicação de medidas sérias, do Serviço Nacional de Saúde mas não só, informações recentes levam-nos a recear por retrocessos. De facto, em 2011, a mortalidade de crianças no primeiro ano de vida recuou para indicadores de há dez anos em nove regiões do país. As Administrações Regionais de Saúde possuem uma nova forma de contabilização – “mort@lidades.infantil”. Por exemplo, a Amadora mantém, desde 2010, o pior indicador. Em 2011, a mortalidade infantil rondou, neste concelho, os 8,4 óbitos por cada 1000 nados-vivos, mais um que em 2010. Esta taxa tinha sido superada pela última vez em 2002, com um pico de 10,8 óbitos.


