A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Vamos, dar continuidade a este ciclo de homenagens a portugueses que se tenham distinguido, ou distingam, pela inteligência – uns já não estão fisicamente entre nós, outros felizmente ainda vivem – não diferenciaremos: as ideias não morrem e, por isso, todos os que homenageamos estão vivos. O professor Agostinho da Silva nasceu em 13 de Fevereiro de 1906 – na próxima quarta-feira passa o 107º aniversário do seu nascimento. Vamos começar hoje a homenagem e ela apoiar-se-á sobretudo nas palavras que nos deixou gravadas em entrevistas. Muitas das suas ideias não são susceptíveis de colher aceitação geral – são ideias polémicas de que, concordando-se ou discordando-se, se salienta sempre a maneira inteligente como são defendidas. Numa entrevista, o professor recusou o conceito de tolerãncia, pois tolerar, pressupõe uma posição de superioridade – não temos de tolerar as ideias dos outros, temos de as escutar, aceitar e, de certo modo, torná-las nossas.