NA PRÓXIMA SESSÃO DA NOITE – COMEÇA A HOMENAGEM A AGOSTINHO DA SILVA

As sessões da noite não têm que necessariamente obedecer a um padrão imutável, não têm que dirigir-se a um segmento específico da sociedade. De resto, com um leque de opções que tem viajado de filmes do Chuck Norris à música de Mozart, passando por concertos de Roberto Carlos ou de Eric Clapton, demonstra a amplitude de um critério que se apoia apenas num princípio – preencher um serão. Nas duas últimas sessões homenageámos Almada Negreiros e Manoel de Oliveira.

Imagem1Vamos, dar continuidade a este ciclo de homenagens a portugueses que se tenham distinguido, ou distingam, pela inteligência – uns já não estão fisicamente entre nós, outros felizmente ainda vivem – não diferenciaremos: as ideias não morrem e, por isso, todos os que homenageamos estão vivos. O professor Agostinho da Silva nasceu em 13 de Fevereiro de 1906 – na próxima quarta-feira passa o 107º aniversário do seu nascimento. Vamos começar hoje a homenagem e ela apoiar-se-á sobretudo nas palavras que nos deixou gravadas em entrevistas. Muitas das suas ideias não são susceptíveis de colher aceitação geral – são ideias polémicas de que, concordando-se ou discordando-se, se salienta sempre a maneira inteligente como são defendidas. Numa entrevista, o professor recusou o conceito de tolerãncia, pois tolerar, pressupõe uma posição de superioridade – não temos de tolerar as ideias dos outros, temos de as escutar, aceitar e, de certo modo, torná-las nossas.

O nosso blogue não assenta em certezas consensuais – assenta na pluralidade de convicções dos seus colaboradores. Quem queira defender aquilo em que acredita, tem aqui um espaço ideal – mas quem queira impor as suas convicções como verdade indiscutível não está no local adequado a proselitismos. Aqui, ninguém impõe ideias a ninguém. Aqui, todas as verdades são discutíveis. Agostinho da Silva até a inevitabilidade da morte pôs em causa – «Sei lá! Nunca morri.»

Agostinho da Silva ensina como se defende uma ideia, por mais indefensável que à partida pareça – com aceitação, inteligência, com argumentação sábia. Este conjunto de vídeos pode considerar-se um curso intensivo de convivio de ideias. De convívio, não de tolerância. Aqui deixamos um exemplo – Agostinho da Silva explica como os os portugueses inventaram Portugal:

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