UMAR -Hoje no CCIF/UMAR: Ensaio @ Menin@ Dança? e Domingo, Dia 17, Oficina de capacitação “We can do it!” – Stencils:arte e política na rua

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Caras/os amigas/os,

contamos com a vossa presença nas próximas iniciativas do Centro de Cultura e Intervenção Feminista (CCIF/UMAR):

Ensaio @ Menin@ Dança – Terça-feira, 12 de Fevereiro, pelas 17:30

A UMAR vai estar na campanha One Billion Rising – @ Menin@ Dança, no dia 14 de Fevereiro, Dia d@s Namorad@s, às 17:30, no Largo Camões (Lisboa) para participar numa flash mob com outras mulheres e pessoas que queiram dar corpo a esta campanha contra a violência.

Iremos ensaiar na próxima terça-feira, dia 12, pelas 17:30, no Centro de Cultura e Intervenção Feminista CCIF/UMAR.

 

Stencils:arte e política na rua – Oficina de capacitação”We can do it!” , Domingo, 17 de Fevereiro, 14h30-18h30

A 3ª oficina do ciclo de oficinas de capacitação “We can do it!”  é dedicada aos Stencils, uma histórica ferramenta artística e política. A oficina será dinamizada por Joana Grilo e as inscrições deverão ser feitas para: centroculturafeminista@gmail.com, até dia 12.02.2013, sendo as presenças, na oficina, confirmadas pela mesma via.

As oficinas são gratuitas, de forma a garantir a participação de todas as mulheres que queiram participar, independentemente da sua situação económica. No entanto, agradece-se um apoio solidário, quando possível, com vista a contribuir para a sustentabilidade da iniciativa e do CCIF/UMAR.

 

We can do it!

ciclo de oficinas de capacitação

We can do it! (em português, podemos fazê-lo!) foi o mote de uma campanha lançada pela Westinghouse Electric Corporation [1] em 1943, durante a II Guerra Mundial. A imagem foi inicialmente usada não tanto como símbolo de emancipação das mulheres americanas mas como estratégia de propaganda para motivar (e disciplinar) as trabalhadoras face às necessidades de aumento da produção geradas por uma economia de guerra. Rosie, a rebitadora – como veio a ser designado o ícone habitualmente associado a esta imagem – glorificava o ideal da mulher forte, competente, vestida de macacão, e foi introduzida como símbolo da mulher patriótica de um país em guerra. Na prática, Rosie não desafiava os papéis de género, apenas transferia para a fábrica as responsabilidades tradicionalmente atribuída às mulheres.[1][2]
A imagem veio a ser apropriada pelas feministas a partir da década de 80 e veio a ser, mais tarde, um ícone de emancipação feminina. No pós-guerra, quando predominaram as pressões para o “regresso ao lar”, os movimentos feministas foram afirmando uma política identitária contra a desigualdade de género, numa altura em que o trabalho era uma área explícita de disputa. A apropriação desta imagem pelo feminismo foi, assim, o resultado de esforços de enquadrar a solidariedade feminista como uma identidade social expressiva, unindo experiências comuns numa sociedade patriarcal.[2][3]
Com estas oficinas pretende-se criar um espaço onde seja possível desenvolver capacidades e competências básicas para o desenvolvimento de actividades com que nos defrontamos no nosso dia-a-dia, em contextos diversos. Assumindo que o combate à segregação profissional e social passa pela desconstrução de preconceitos e estereótipos, assim como pela valorização do trabalho, o ciclo de oficinas tanto abrange áreas de competência tradicionalmente masculinas, como procura revalorizar tarefas tradicionalmente atribuídas às mulheres, consideradas menores e enquadradas em trabalho feminino não pago ou mal pago. Inclui também actividades tecnologicamente inovadoras e outras áreas de grande utilidade para os activismos feministas. Incluirá actividades tão variadas como mecânica, webdesign, stencils, alimentação ou electricidade.

[1] Kimble, James J., Olson, Lester C. (2006). “Visual Rhetoric Representing Rosie the Riveter: Myth and Misconception in J. Howard Miller’s ‘We Can Do It!’ Poster”. Rhetoric & Public Affairs 9 (4): 533–569.
[2] Endres, Kathleen L. (2006). “Rosie the Riveter”. In Dennis Hall, Susan G. Hall. American icons: an encyclopedia of the people, places, and things. 1. Greenwood. p. 601.
[3] Sharp, Gwen; Wade, Lisa (January 4, 2011). “Sociological Images: Secrets of a feminist icon”.Contexts10 (2): 82–83.

Podes seguir a nossa programação no Facebook em: CentroCulturaFeministaCCIFUMAR, no sítio do CCIF/UMAR e no portal da UMAR.

Saudações feministas do CCIF/UMAR.

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