Pentacórdio para Domingo 17 de Fevereiro

por Rui Oliveira

 

 

   São muito poucos os eventos de algum vulto neste Domingo 17 de Fevereiro. Seguindo cronologicamente os quatro ou cinco mais significativos, enumeraríamos :

 

 

OML   Quem , sobretudo famílias em gozo dominical, se desloque de manhã à beira-rio pode estacionar às 11h30 no Centro Cultural de Belém e aí poderá assistir, no Grande Auditório, à Orquestra Metropolitana de Lisboa (residente no CCB e dirigida por Paulo Oliveira) tocar de Camille Saint-Saëns a conhecida obra “O Carnaval dos Animais”, curiosamente apresentada pelo compositor francês aos seus amigos no Carnaval de 1886. Ao piano estará Paulo Pacheco e a narração estará a cargo de Susana Henriques.

1055653563   Como lembra o programa ao introduzir o vídeo abaixo :

O que tem um leão a ver com galinhas, com um antílope, com o elefante… com dois pianistas e com um maestro? … O Carnaval dos Animais, obra com andamentos que são ícones, tocados pelos mais conhecidos solistas e formações, não deixou deste então de ser apresentada com funções pedagógicas, revelando um pouco mais acerca dos instrumentos e do trabalho da orquestra”.

   É o que Roger Moore tenta neste excerto :

 

   Quem pretender ouvir a peça inteira (42 min) – o que se revelará bastante agradável −, para mais com um “brinde” de Ma Mère l’Oie” de Ravel,  pode fazê-lo aqui :

http://www.youtube.com/watch?v=2-Zygp1po-4&feature=share&list=PLC1643FCF6CE08112

 

   

   Nessa tarde, às 18h, mais perto do centro, em Alcântara, termina a Semana Cantoras Brasileiras integrada na celebração do «Ano Brasil-Portugal» a decorrer no Espaço Brasil (LX Factory – Rua Rodrigues de Faria, 103 – Armazém L).

Crédito: Pedro Napolitano/Divulgação. Bia Goes.   Será a vez da cantora paulista Bia Goes apresentar o seu espectáculo “A Flor e o Espinho – homenagem a Nelson Cavaquinho”, que conta um pouco das obras dessa figura que em 2011 teria celebrado o 100º aniversário de uma longa vida boémia, como os sambas “A Flor e o Espinho”, “Folhas Secas” e “Notícia”.

   Bia Goes, “paulistana da gema”, é uma das promessas do canto popular brasileiro – sem contar o “berço” musical privilegiado, tanto do lado da mãe, a pianista, violinista e cantora Silvia Goes, como do pai, Arismar do Espírito Santo, multi-instrumentista, conhecido por ser um dos melhores contrabaixistas do Brasil.

   Mostramos-lhe um show tipicamente brasileiro de Bia Goes homenageando Luiz Gonzaga em “13 de Dezembro”, mas quem tiver gosto (e tempo) poderá nos vídeos seguintes conhecer em pormenor o espectáculo que Bia Goes juntamente com o “Regional Luizinho 7 Cordas” organizou de homenagem aos centenários de Nelson Cavaquinho e Assis Valente :  http://youtu.be/cLu3j3IxHtU , http://youtu.be/yuteZhe4ZFQ  e http://youtu.be/fCbRkHWYXfo

 

 

 

 

Exposicao%20Debussy+   Quem tenha ficado na cidade e pretenda prosseguir no clima do “Festival Debussy” que ontem pormenorizadamente descrevemos deverá voltar a deslocar-se ao Institut Français de Portugal (Av. Luís Bívar, nº 91) onde às 17h terá lugar um concerto denominado “Debussy, Poète de la Modernité”.

   Criado por ocasião do 150º aniversário de Claude Debussy, na «Cité de la Musique» de Paris, em Fevereiro de 2012, este recital do pianista francês Hugues Leclère propõe um entrelaçado de 11 dos 24 prelúdios do compositor com 11 composições encomendadas a alguns dos mais brilhantes compositores franceses contemporâneos desde Amy até Thilloy.

   Permanecendo indefectivelmente «modernos», os 24 Prelúdios têm, pela sua escrita inovadora, aberto a via aos compositores dos séculos XX e XXI. A sua revisitação, com 22 novas obras, concebidas para se inserirem, cada uma delas, entre dois prelúdios, realça o poder intacto de uma linguagem tão concentrada quanto expressiva, uma osmose sensível entre o estilo próprio e os “seus” dois Prelúdios.

Debussy%20Leclere%20piano%20site   O programa assim estabelecido compreende : 1. Brouillards – Claude Debussy ; 2. Vent d’automne – Hugues Dufourt ; 3. Feuilles mortes – Claude Debussy ; 4. Debucide – Laurent Durupt ; 5. La Puerta del Vino – Claude Debussy ; 6. Tarte au chocolat – Bruno Mantovani ; 7.   Les Fées sont d’exquises danseuses – Claude Debussy ; 8. Après… « les fées » – Gilbert Amy ; 9. Bruyères – Claude Debussy ; 10. Intermezzo – Thierry Escaich ; 11. Général Lavine – excentric – Claude Debussy ; 12. No-ja-li – Gérard Pesson ; 13. La terrasse des audiences du clair de lune – Claude Debussy ; 14. Les Parhélies – Suzanne Giraud ; 15. Ondine – Claude Debussy ; 16. Mister Quick Pick – Marc-Olivier Dupin ; 17. Hommage à S. Pickwick Esq. P.P.M.P.C.– Claude Debussy ; 18. Le chant du Nâga– Pierre Thilloy ; 19. Canope– Claude Debussy ; 20. Sixtes et quintes, quartes altérées… les larmes des sons – Michael Levinas ; 21. Les tierces alternées– Claude Debussy ; 22. Echappée– Frédéric Durieux ; 23. Feux d’artifice– Claude Debussy

   Na falta de registos de Hugues Leclère, criemos o clima de Debussy com o prelúdio Ondine tocada por Arturo Benedetti Michelangeli :

 

   ou Brouillards e Feuilles Mortes interpretados por Sviatoslav Richter :

 

 

 

19063239_jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx   Quem permanecer no Institut Français até às 19h poderá assistir (por 3,5 €) à projecção do filme “Pelléas et Mélisande, le Chant des Aveugles” (França, 2009, documentário musical), legendado em português, de Philippe Béziat.

   Rodado em Junho de 2007 em Moscovo durante duas semanas e com uma única câmara, nele Olivier Py (actor e encenador), Marc Minkowski (actor e director musical), bem como cantores e músicos de “Pelléas et Mélisande” são confrontados com a estranheza da ópera de Debussy que se representava pela primeira vez na Rússia.

   O filme de Philippe Béziat é o testemunho do trabalho e do fascínio que esta obra do compositor francês exerce. Mostramos-lhe o seu filme-anúncio :

 

 

 

 

crystal castles - alice glass   Mais tarde, pelas 21h deste Domingo 17 de Fevereiro, afastando-nos de novo do centro da cidade, no TMN ao Vivo  (Rua da Cintura – Armazém 65, Cais do Gás em Santos) os amantes do som electrónico experimental poderão apreciar o regresso a Lisboa dos Crystal Castles, “em que a energia feroz de Alice Glass e a musicalidade cerebral de Ethan Kath (a ser verdade o que dizem críticos) … os tornam uma das duplas mais entusiasmantes do momento”.

   Nesta passagem por Portugal trazem na bagagem o seu novo álbum de originais “(III)” que foi editado em Novembro passado. Tal como no álbum anterior, o segundo registo homónimo (também conhecido por “II”), a produção e a instrumentação estão a cargo de Ethan Kath, com Alice Glass a contribuir com vozes e letras.

   Reproduzimos “Lovers who uncover”, mas quem queira conhecer o vídeo oficial de “Plague”, tema eventualmente mais característico dos «Crystal Castles», tem-no aqui http://youtu.be/JxVm2_ojQtk

 

   

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sexta aqui)

 

 

 

 

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