FADO E POESIA – por Carlos Loures

Já temos falado na história do fado e das suas nebulosas origens – Segundo a versão mais consensual, seria inspirado no lundum dançado pelos escravos africanos, terá vindo do Brasil quando a corte regressou a Lisboa. Há quem lhe atribua origens na música que os muçulmanos aqui deixaram e também quem pense que o fado tem raízes celtas. Por finais do século XIX já se encontram referências ao fado em grandes escritores, como Eça de Queirós. O célebre quadro de José Malhoa, foi realizado em 1910. É uma pintura a óleo sobre tela, medindo 150 cm de altura e 183 cm de largura.

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 Não vamos aqui ocupar-nos desse problema – hoje apenas queremos lembrar que o fado tem sido inspiração para pintores, escritores, cineastas…Há versos de grande poetas portugueses cantados por fadistas e também alguns poemas de poetas famosos expressamente escritos para fados. Se é «a canção nacional» ou não é coisa que não discutimos. Eis um poema de José Régio (1901-1969)– Fado Português – de Poemas de Deus e do Diabo’, Música de Alain Oulman (1928- 1990) A voz é a da inesquecível Amália Rodrigues.

1 Comment

  1. La veu d’Amalia Rodrigues construeix la imatge internacional del fado. Sempre és una delícia escoltar-la.
    Tot just aquest setmana, a Barcelona, Ana Moura ha presentat el seu treball “Desfado”, que ha definit com a “desconstrucció” del fado. De la construcció a la desconstrucció hi ha una línia polièdrica, amb moltes cares. Ana Moura ha dit per la premsa: “A Portugal, després de la dictadura de Salazar, necessitàvem uns anys per netejar tot allò que havia estat embrutit. Per això ara hi ha tanta gent, i molts joves, que s’agafen amb orgull a les pròpies arrels.”

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