O CONSUMO EXCESSIVO – por Octopus

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Um dos muitos   problemas desencadeados pela sociedade de consumo é o individualismo que   cria. Os indivíduos gastam o maior parte da sua vida a acumular rendimentos,   pelo trabalho, para depois os gastarem no consumo desenfreado de bens   materiais. Nestas etapas, o individuo perde, quase por completo, a noção   comunitária.

Na ânsia de satisfazer   cada vez mais as suas necessidades, e frequentemente as ultrapassar, o   individualismo torna-se palavra de ordem, sendo “o outro” visto   como um adversário directo, perdendo-se as relações interpessoais.

A base da sociedade de   consumo, é a criação no indivíduo de uma necessidade para que este adquira um   determinado bem a todo o custo, mesmo que este não lhe seja indispensável.   Essa necessidade é apresentada como fundamental para que o indivíduo tenha a   sensação de pertença, de estima e de realização na sociedade onde se encontra   inserido.

Nesse contexto, cada   novo produto vem preencher um vazio, vazio esse que não existia alguns meses   antes e que não era tido como essencial, injetando uma sensação de   felicidade, mas também criando uma nova sensação de vazio perante outros   produtos que ainda não foram adquiridos.

Para manter níveis de   satisfação elevados, os indivíduos são levados pela publicidade a consumir   produtos colocados no mercado a uma velocidade desconcertante, tornando os   que já temos desactualizados ou obsoletos. O único momento de felicidade na   compra de um qualquer objecto, torna-se assim, sobretudo se for compulsivo, o   momento da sua compra.

A solução não é ser-se   extremista e deixar de consumir, voltando à idade da pedra. O progresso   realizado pelas nossas sociedades permitiu aquirir objetos que simplificam   muitas tarefas diárias. O que temos de ter consciência é que a felicidade a   longo prazo é constituída por fontes que se perderam, como os encontros, as emoções,   as alegras, as dores, os medos, as descobertas. Os bens de consumo não nos   fazem sentirmos-nos vivos, têm tendência a esvaziar o nosso caractere e a   nossa humanidade.

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