VALORIZAR OS CONHECIMENTOS – por António Mão de Ferro

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Nunca como hoje foi necessária uma atualização tão constante dos conhecimentos, e de um aperfeiçoamento permanente, de todos os colaboradores de uma empresa. A velocidade do progresso técnico faz-se sentir nos resultados do trabalho e exige conhecimentos práticos e teóricos muito elaborados. Daí se poder prever que no curto prazo haverá um aumento da procura de formação. Para que esta não seja vista pelos colaboradores como um “regresso à escola”, e antes como uma oportunidade de atualização, é necessário que o conteúdo dos programas de formação esteja relacionado com as suas necessidades de desenvolvimento.

Aquilo que se está a passar no meio laboral, além de exigir que se detenham competências polivalentes, requer cada vez mais a capacidade de trabalhar em equipa. Qualidade que o ensino tradicional não estimula devido ao modo como está estruturado e ao facto de atribuir uma importância fundamental aos resultados individuais.

Há quem seja da opinião de que não se deve conceber a formação profissional de acordo com as necessidades detetadas na empresa ou pela evolução dos modos de produção. Referem que o que é necessário é fazer uma formação de banda larga, tal é a velocidade a que se dá a desvalorização ou se ultrapassam os conhecimentos.

Esta maneira de pensar não passa na maior parte dos casos de um pretexto para esconder a grande dificuldade que coordenadores e formadores têm em organizar a formação apoiando-se na prática dos participantes, levando-a a novos níveis de compreensão. Estes permitem compreendê-la de maneira diferente na sua realidade histórica e estrutural, para então projetar novas ações de maneira mais consciente

Assim, para que a formação profissional não seja vista pelo adulto como um fardo, é necessário construir modelos formativos racionais, que desencadeiem um processo evolutivo e permitam a aquisição de competências técnicas e sociais que tenham em conta o presente e eliminem o receio do futuro.

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