EDITORIAL – COMENTÁRIOS E PROVOCAÇÕES

Imagem2O nosso blogue teve nas últimas semanas um assinalável aumento de leituras – passámos da média de 600, em que estacionávamos há meses, para o milhar, com picos que rondam as 1300 leituras. Sabemos não ser nada que nos coloque no Guiness, mas considerando que não falamos de futebol, que evitamos explorar os escândalos sexuais e, em suma, nos recusamos a fazer grandes cedências àquilo que se convencionou considerar o gosto das maiorias, parece-nos ser um resultado razoável.

O número de contactos aumentou, o de comentários também. E é sobre comentários que queremos falar. Somos da opinião que os comentários são as ideias em movimento, são o que diferencia um blogue de um jornal, criando uma interactividade inovadora entre quem escreve e quem lê. Não distinguimos entre comentários que louvem o que fazemos e os que nos apontam erros; opiniões favoráveis ou desfavoráveis serão sempre bem recebidas. Não somos donos da verdade e o que cada um de nós diz, pode e deve ser posto em causa.

Porém há comentários, anónimos ou com pseudónimos, que vamos passar a cortar. Temos recebido comentários menos correctos, mas que não ultrapassam os limites que julgamos razoáveis. Porém, num deles, de há dois dias atrás, diz-se que somos nazis. Isto por condenarmos a agressão israelita  à Palestina e também por termos divulgado a tese do Professor Shlomo Sand (que lecciona na Universidade de Telavive) e segundo a qual, a análise ao ADN dos judeus não os identifica como grupo étnico específico – concluindo o Professor que os judeus constituem um grupo religioso e não uma etnia diferenciada. Claro que quem escreve comentários dizendo que somos um grupo de extrema-direita, podia numa primeira análise ser classificado como um imbecil. Mas não nos parece que se trate de imbecilidade – o estilo revela um desembaraço que diríamos ser de um profissional da provocação. Trate-se de um estúpido ou de um agente da Mossad, deixaremos de permitir que comentários provocatórios (e anónimos)  sejam publicados.

As críticas, favoráveis ou desfavoráveis, serão sempre bem-vindas.

2 Comments

  1. Apoio totalmente. O problema não está no confronto e debate das ideias, mesmo as mais opostas, mas no nojo da expressão dos instintos mais primários, da ignorância mais profunda, da boçalidade mais espessa: e tal matéria fecal não pode conviver com a dignidade humana que aqui temos acolhido. Há que separar as águas, que admito ácidas, mas nunca de esterqueira. Ainda menos, quando jorram das empestadas fontes de “corajosos anónimos”. A “coragem” dos magotes de anónimos que invadem os sítios abertos a comentários dá-me vómitos. Nos tempos da ditadura, nem sob anonimato esta gentalha teria coragem para dizer ou fazer fosse o que fosse: iam ao futebol, chamavam nomes ao árbitro, mas com contenção, que sempre era uma “autoridade” e não fosse o diabo tecê-las…! É forçoso que não nos misturemos com a pocilga.

    1. Obrigado, Paulo. Não há teses indiscutíveis, mas o que o professor Shlomo Sand afirma faz todo o sentido. Foi um artigo do MIguel Urbano Rorigues que chamou a nossa atenção para essa tese. Hoje vamos publicar uma entrevista com Shlomo Sand. O facto de o que ele diz ser de uma lógica tão sólida, deve enfurecer os sionistas. E o “corajoso” comentador anónimo, mais do que um fanático, parece ser um profissional da desinformação.

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