NO BRASIL, A FORÇA DAS CAMPONESAS, por clara castilho

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Porque hoje é Dia da Mulher e porque o não queremos assinalar com uma ida a jantar fora, como nos sugerem em vários locais … fica aqui esta notícia sobre uma iniciativa recente. Esta bela foto ilustra a força das participantes  do 1º Encontro Nacional de Mulheres Camponesas, que ocorreu entre os dias 18 a 21 de Fevereiro, em Brasília, com o tema “Na Sociedade que a Gente Quer, Basta de Violência contra a Mulher!”, e que reuniu cerca de três mil mulheres camponesas, de 22 estados do Brasil.

Segundo Noeli Taborda, do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), o objectivo deste encontro foi o de “fortalecer o Movimento de Mulheres Camponesas desde a base à direcção Nacional, dando visibilidade ao papel importante que a mulher exerce na produção de alimentos, celebrando conquistas e planejando o futuro”.

Este movimento tem como missão a libertação das mulheres trabalhadoras de qualquer opressão e discriminação. Isso se concretiza nas lutas, na organização, na formação e na implementação de experiências de organização popular, onde as mulheres sejam protagonistas de sua história. O Movimento tem a preocupação com a soberania alimentar, entendida como a produção de alimentos saudáveis e diversificados para o consumo de toda população brasileira, não apenas de suas famílias.

Estiveram presentes diversas organizações de mulheres internacionais.

No final do encontro, ocorreu uma leitura colectiva da declaração final do encontro. No documento, elas assumiram o compromisso com a construção de relações de igualdade entre os seres humanos e a natureza, com a produção agroecológica de alimentos diversificados, além do fortalecimento das organizações populares, feministas e de trabalhadoras.

Em paralelo ocorreram diversas actividades culturais, mostras de artesanato e comidas, apresentações culturais e oficinas.

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A presidenta Dilma Rousseff  exaltou a luta das mulheres que possibilitaram ao país elegê-la sua primeira presidenta da república. Dilma ressaltou a importância da mulher no combate à desigualdade, principal bandeira do seu governo. “Tenho muito orgulho do fato de que quem recebe o Bolsa Família no nosso país são preferencialmente as mulheres. Um país que reconhece isso é porque ele sabe o valor da mulher, da mulher camponesa, do campo e da floresta, da mulher trabalhadora para a criação do seu futuro e do seu presente. É um reconhecimento do Estado brasileiro da importância das mulheres para resolver umas das maiores pragas do Brasil, que foi e ainda é a desigualdade”, disse.

A presidenta também falou sobre as políticas implementadas pelo seu governo para combater a violência contra a mulher, tema central do evento. “Sabemos que acabar com a violência contra a mulher exige que estejamos atentas para reprimir de forma dura e incansável a violência física. E exige também combater a violência da exclusão, da desigualdade, da restrição e da perda de autonomia das mulheres”, ressaltou.

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