O PATO ALGEMADO – XXVI – por Sérgio Madeira

Imagem2Fala o Pato:- Cuá! Cuá! Hoje há novidades. Recebi uma carta do

Professor e tenho de ir às compras. Depois explico…

Imagem1Como é seu hábito, o Pato apenas leu as primeiras linhas do texto do professor Júlio Marques Mota. O Pato sabe que o Professor não ensinou o ministro da Economia a depenar os contribuintes. Isso terão sido coisas que ele aprendeu depois com outros mestres.  Por exemplo, aquele sorriso irritante que o Alvarinho faz quando está a comunicar o agravamento dos impostos, a redução nas pensões, essas coisas que este governo faz para que Portugal honre os compromissos assumidos por culpa das derrapagens orçamentais que canalizaram para contas pessoais dinheiros que aqui chegaram para obras estruturais.

O Pato ficouImagem2 em alvoroço ao saber que tinha de ir entregar um recado ao Dr. Durão Barroso. E esteve a estudar o currículo do presidente da Comissão Europeia. Ficou com uma dúvida – ao chegar a Bruxelas, pergunta pelo Camarada Abel (negociante de mobiliário) ou pelo Cherne? Bem, para já, foi comprar uma gabardina.  Para ficar mais parecido com o Humphrey  Bogart – uma missão secreta tem que se lhe diga e um agente secreto sem gabardina  fica muito fragilizado. Mas, o melhor é lermos o que o Prfessor tem para dizer:

Um pedido, um esclarecimento que a Durão Barroso deve ser remetido

1. O Pato Algemado mergulha na História

Meu caro Pato Algemado mas de algemas bem engalanado

Obrigado pelo elogio de que como professor não sou responsável pela ignorância mais que mostrada, bem evidenciada, do nosso ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira. Não sou culpado, não senhor. O meu querido Pato o atesta e eu o confirmo.

Mas também não somosnós, os portugueses, culpados pela vida de um meias tintas sem dinheiro, pela vidade alguém que cresceu lá para os lados de Almada e que dá pelo nome de Durão Barroso. O nosso Zé Povinhobem o sabe, bem o descreve naqueles ditados cheios de saber pela experiência adquirida e com ela bem reflectida, como por exemplo guardado está o bom bocado para quem o apanhar, ou ainda a rico não devas e a pobre não prometas.

Ora esse pobre de então e que dá pelo nome ainda agora citado,terá almejado uma carreira de nobreza, de grandeza, de riqueza, em suma.

Talvez meu querido Pato quando andavas lá pelo Canard Enchainé com a garra deste jornal que já perdeste, excepto nessa memória falsa que bem ilustras ao querer passar por ser de esquerda, quando vias os cartoons de Plantu, vê se te lembras de uma imagem que este artista dava de Durão Barroso. Há um dos seus cartoons que é um espanto, a lembrar-me um grande banquete no Gambrinus que eu nunca tive, por exemplo, onde o empregado traria no carrinho das sobremesas não as ditas sobremesas mas um bolo especial como representação de Durão Barroso envolto numa bandeira americana e com o queixo já quadrado dos Dalton por andar a dizer Amen, Amen, Amen ao senhor Bush e tantas vezes o terá dito que o queixo ficou feito uma linha.

Esse senhor organizou a esse preço a Cimeira da Guerra, lembras-te? Esse senhor,depois, subiu, subiu, e dirige os destinos da Europa, ou melhor destrói os destinos da Europa à espera de refazer o seu próprio destino de grandeza ansiada desde os tempos de menino pobre por Almada já passeada.

Mas este é um jogo perigoso. Deixemos então o humor de lado, e passemos a coisas muito sérias,  demasiado sérias para serem tratadas de forma humorística. Dê-se uma olhadela pela Europa que ele está a construir e ficamos claramente a saber que esta Europa se aproxima vertiginosamente dos tempos que antecederam a ascensão de Hitler ao poder. O Chanceler Brunninge os seus rapazes, na Alemanha, Laval e os seus capatazes, depois em França.Uma revisão rápida dessas políticas, para veres que o malandro do Durão Barroso o que anda a fazer é a copiar o que de mau foi outrora feito.

Mas escuta e lê com atenção, Pato Amigo,   porque possivelmente terás muita dificuldades em distinguir os anos 30 dos anos que agora a malta fandanga de Bruxelas anda por esta Europa  a fazer, utilizando para isso empregados menores como Passos Coelho ou  Gaspar, em Portugal,  Rajoy ou  Guindos, em Espanha, Hollande e Ayrault em França, e assim sucessivamente, mas em que devemos igualmente distinguir o “Il Professore”  MarioMonti e o seu ministro Vittorio Grilli, com a Itália  à  beira da ruina mas por eles também assim conduzida.

Um cartoon do Vasco

Imagem5

Leave a Reply