OS PROBLEMAS DE PORTUGAL. MUDAR DE RUMO – de Vitorino Magalhães Godinho – por Pedro Godinho

Imagem1Esta recensão de Pedro Godinho ao livro de seu tio-avô Vitorino Magalhães Godinho, seria publicada no Estrolabio pouco antes do falecimento do historiador em 26 de Abril de 2011. Por se tratar de um livro que continua actual e cuja leitura se aconselha, não hesitámos em repetir a publicação deste texto de Pedro Godinho.

Na Colibri, a primeira edição saiu em Dezembro 2009, a segunda em Fevereiro 2010. As 128 páginas de Os Problemas de Portugal. Mudar deImagem1 Rumo de Vitorino Magalhães Godinho lêem-se duma assentada e sem nunca perder o interesse.

 Como noutros ensaios de intervenção cívica, VMG insiste em pensar pela própria cabeça, expondo a sua análise e ideias de modo livre e sem servilismos.

 Pretendendo contribuir para o debate nacional, que continua por realizar, recusando o espírito de pensamento único, VMG avança as suas propostas para concorrer para a resolução dos estrangulamentos da economia e sociedade portuguesa.

 Os capítulos “1 – Relações internacionais”, “2 – A Europa”, “3 – A economia”, “4 -Reestruturação do Estado”, “5 – Sistema educacional”, “6 – Sistema do Património Cultural”, “7 – Justiça e Segurança”, “8 – Ordenamento do território, população e migrações”, “9 – Alguns problemas cruciais”, “A Grande Ilusão”, “Complementos” indicam a amplidão do ensaio.

 Incrível como nem meios de comunicação social, nem académicos, nem políticos mostraram qualquer interesse na sua discussão – nem uma entrevista, nem um debate. O que não encaixa no discurso dos ‘maiorais’ é tratado como inexistente.

 Não é necessário concordar com todas as afirmações e particularidades deste ensaio para lhe reconhecer a importância e valia.

 “Nestas circunstâncias adversas, será bom que ressurjam as inquietações, e não se desista de reflectir na pergunta inevitável: que rumo para Portugal?”

 Para ler, reflectir e discutir.

1 Comment

  1. O Professor Vitorino Magalhães Godinho – tem de enfatizar-se – foi a única personalidade nacional que, anos atrás, com toda a oportunidade e autoridade indiscutível, teve a coragem de afirmar que em Portugal não estava a viver-se em Democracia. E, nessa época, estava-se, ainda, na infância da arte. CLV

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