NA SALA OVAL – POEMA A JOANA Na sala oval Joana esperava. O corpo nu Como nascera … Tal e qual.
Tinha o cabelo ao vento À janela desferrada E a flor erecta, acordada Lançava no ar um lamento.
Joana esperava, Pelo tempo Que havia de vir, E mesmo enjoada Esperava, esperava Sabendo do contratempo Ouvindo mentir.
Sua vida fora madrasta E a sua existência gasta Em muitos e muitos regaços Sem lhe darem alibi. E apesar da cor dos Paços E de todos os seus fracassos A Esperança vivia ali.
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