POESIA AO AMANHECER – 175 – por Manuel Simões

poesiaamanhecer

ANTÓNIO FELICIANO DE CASTILHO

                                                                                                 (1800 – 1875)

OS TREZE ANOS (FRAGMENTO)

(cantilena)

            Já tenho treze anos,

            que os fiz em Janeiro:

            madrinha, casai-me

            com Pedro Gaiteiro.

            Já sou mulherzinha,

            já trago sombreiro,

            já bailo ao domingo

            com as mais no terreiro.

            (…)

            Da parte, madrinha,

            de Deus vos requeiro:

            casai-me hoje mesmo

            com Pedro Gaiteiro.

            (de “Escavações Poéticas”, 1844)

É lembrado sobretudo pela carta-posfácio a “Poema da Mocidade” de Pinheiro Chagas, a qual deu origem, como se sabe, à polémica com Antero de Quental, conhecida por “Bom Senso e Bom Gosto” (Questão Coimbrã). Como poeta ensaiou várias experiências de carácter formal, exemplificadas no seu “Tratado de Metrificação”. É mais ou menos consensual o apreço pelas suas traduções poéticas: “Metamorfoses” de Ovídio;  as “Geórgicas” de Virgilio; e “Fausto” (1ª parte) de Goethe.

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