VINHO DO PORTO – por Fernando Correia da Silva

Um Café na Internet

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Ameaça acirrar-se a guerra civil entre Absolutistas e Liberais. Ou seja: entre os fiéis seguidores de D. Miguel e os partidários de D. Pedro.

No Peso da Régua, por volta de 1830, o latifundiário António Ferreira embarca num rabelo rumo à foz do Douro. Desembarca em Vila Nova de Gaia, na margem esquerda, e que fica em frente à cidade do Porto (margem direita). Praticando preços bem inferiores aos do mercado, António Ferreira vende facilmente os armazéns da sua família instalados em Gaia, também as centenas e centenas de pipas de vinho generoso ali guardadas. Recorde-se que era da foz do Douro que partiam para o Reino Unido (país dos grandes clientes) navios e mais navios carregados com pipas do chamado vinho do Porto que afinal era produzido nas encostas do Douro.

Quem muito protestou contra o negócio realizado por António, foi o seu irmão José. Mas quando, passados poucos meses, por causa da Guerra Civil, os armazéns de Gaia são assaltados, o vinho é derramado para o Douro e a barra do Porto fica bloqueada, José dá o dito por não dito e acha que foi genial a iniciativa do António.

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