Pentacórdio para Segunda-feira, 22 de Abril

por Rui Oliveira

 

 

 

aldo dotto_Lucca_-_Chopin_Piano_Concerto_n_1_lg   Na Segunda-feira, 22 de Abril, de entre os escassos acontecimentos musicais existentes, assinale-se o Recital de Piano que terá lugar por iniciativa da Associação António Fragoso na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, às 18h, com a habitual entrada livre, onde actuará o jovem pianista italiano de 25 anos Aldo Dotto, já 2º lugar no Concurso Internacional de Piano Roma 2009 (além de vencedor do 1º Prémio nos concursos de piano “Città di Massa” e “Città di San Giovani Teatino 2011”).

   Tem actuado em diversas cidades de Portugal, estando mesmo a frequentar o Curso de Virtuosidade na Academia Internacional de Música Aquilles Delle Vigne, em Coimbra.

   Neste recital irá interpretar obras pianísticas de compositores como Domenico Scarlatti, Ludwig van Beethoven, Claude Debussy, Karol Szymanowski e Isaac Albéniz. Eis aqui um exemplo da interpretação por Aldo Dotto de Papillons, op. 2 de Robert Schumann :

 

 

 

encontro-imaginc3a1rio-n-c2ba-48   No bar “A Barraca” no teatro Cinearte, a companhia aí residente dirigida por Maria do Céu Guerra e Helder Costa apresenta, às 21h30 desta Segunda-feira, 22 de Abril, o seu 48º Encontro Imaginário que “junta três personagens que simbolizaram diferentes visões do mundo e consequentes formas de intervenção social e política”.

   Moderados por Helder Costa, estarão assim frente a frente :

 remexido

   O guerrilheiro miguelista do Algarve, natural de Estômbar, José Joaquim de Sousa Reis (1797-1838) conhecido como o Remexido (interpretado por Sérgio Moras), “súbdito fiel  do absolutista D. Miguel, homem de posses e recebedor público (quer dizer, o cobrador de impostos), espalhou o terror pela serra algarvia e pelo Alentejo com a prática de uma espécie de guerrilha, até ter sido capturado, julgado em Conselho de Guerra e fuzilado em Faro à ordem do tribunal dominado por liberais (apesar dum perdão régio).

 

brecht1   O escritor, poeta, dramaturgo e encenador alemão Bertold Brecht (1898-1956)(personificado por Adérito Lopes), nome mítico da Arte Teatral, influenciado por Stanislavski, Meyerhold e Piscator (entre outros) criador do teatro épico e de técnicas de representação que puseram em causa o romantismo e adoptaram mais tarde o marxismo como fonte de análise, reflexão e exposição crítica.

   Perseguido pelo nazismo, refugiou-se em vários países e nos Estados Unidos, até voltar à sua Alemanha natal onde fundou com Helene Weigel, sua mulher, o “Berliner Ensemble”.

   Desde “Baal” em 1918, são inúmeras as suas peças representadas em todo o mundo, como “Mãe Coragem e os seus Filhos”, “A Vida de Galileu”, “O Sr. Puntila e seu Criado Matti”,”A Excepção e a Regra”, “A Resistível Ascensão de Arturo Ui”, “O Círculo de Giz Caucasiano”, “A Boa Alma de Setzuan”,”A Santa Joana dos matadouros” e “A Ópera dos Três Vinténs”.

 

   O 16º presidente norte-americano Abraham Lincoln (1809-1865)(interpretado por Ruben Garcia),Abraham-Lincoln-9382540-2-402 que defendeu a abolição da escravatura, fonte próxima da cisão dos estados escravocratas do Sul que constituiram uma Confederação, o que levou ao desencadear da Guerra Civil.

   Célebre pelos seus empolgantes discursos, nomeadamente o de Gettysburg (1863) na defesa dos princípios de nacionalismo, republicanismo, igualdade, liberdade e democracia, assinou nesse ano a lei de Proclamação da Emancipação que, no final de 1865, conduziu à aprovação da Décima Terceira Emenda à Constituição dos EUA abolindo a escravatura.

   Seis dias após a rendição em larga escala das forças confederadas sob o comando do General Robert E. Lee ao General Ulisses Grant, Lincoln tornou-se o primeiro Presidente dos Estados Unidos a ser assassinado.

 

 

 

   Quanto a conferências/debate, termina nesta Segunda-feira, 22 de Abril, na Biblioteca-Museu República MovimentosSociaisPartidosDemocraciae Resistência – Espaço Grandella o ciclo de conferências “Movimentos Sociais, Partidos e Democracia” que, em parceria com o ISCTE-IUL (Departamento de Ciência Política e Políticas Públicas) pretende efectuar uma reflexão em torno destes temas.

 ConfMovimentosBMRR  Coordenado por André Freire, Guya Accornero e Goffredo Adinolfi, o seu objectivo central consistiu em debater as relações entre os actuais Movimentos de Cidadãos, os Partidos Políticos e a Democracia, quer no espaço nacional, quer no espaço da União Europeia, sendo ainda de considerar os factores a montante e a jusante da ascensão dos movimentos sociais na esfera pública e da crise dos partidos «no terreno», seja a nível nacional, seja a nível europeu.

   Assim, das 18h às 20h, decorrerá a palestra (seguida de debate) de entrada livre “Governação Multinível: Portugal, a União Europeia, o Fundo Monetário Internacional e as limitações à soberania lusa” por Catherine Moury (Universidade Nova de Lisboa) e Goffredo Adinolfi (CIES-IUL).

 

 

 

guimba  Guimba 1 guimba-un-tyran-une-epoque

   No cinema extra-circuitos, prossegue esta Segunda-feira, 22 de Abril no Institut Français de Portugal, às 19h habituais, o Ciclo “Grandes Prémios do Cinema Africano” com a exibição do filme (mais um premiado com o Etalon de Yennenga, Fescapo 1995) “Guimba, un tyran, une epoque” (Mali, Cheick Oumar Sissoko1995) de Cheick Oumar Sissoko (foto dir.), com Lamine Diallo (Janguine), Habbib Dembélé (Sambou), Mouneïssa SISSOKO_Cheick_O_1995_Guimba_00_usMaïga (Kani), Maimouna Hélène Diarra (Meya), Balla Moussa Keïta (Mambi) e Falaba Issa Traoré (Guimba) nos principais papeis.

   A sua sinopse relata :

   «Sitakili, uma cidade do Sahel, vive sob a dominação de um homem, Guimba Dunbaya, e de seu filho, Janguiné. Kani Coulibaly é noiva de Janguiné desde que nasceu. Ela é agora uma bela moça, muito cortejada, mas nenhum pretendente ousa declarar-se, de tão grande o terror imposto por Guimba. Durante uma visita de cortesia a Kani, Janguiné apaixona-se por Meya, a mãe de sua noiva, e quer casar com ela. Para satisfazer o capricho do filho, Guimba expulsa Mambi, o marido de Meya. Este refugia-se então numa aldeia de caçadores e organiza a revolta contra o tirano …».

 

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sábado aqui)

 

 

 

 

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