ARGUMENTOS CONTRA O ACORDO ORTOGRÁFICO

Do boletim online da Câmara Municipal de Mangualde, transcrevemos esta notícia

No dia 15 de Maio de 2012 no Auditório da Câmara Municipal de Mangualde realizou-se a palestra “Acordo ortográfico: SOS pelas matrizes profundas da língua portuguesa”. A sessão, orientada pelo antigo professor do Colégio de Mangualde Fernando Paulo Baptista, foi organizada pela Câmara Municipal de Mangualde. A palestra, que iniciou às 21h00, pelo seu elevado interesse, durou cerca de quatro horas.

Cerca de 30 pessoas participaram ativamente no debate, após terem ouvido os argumentos científicos da filologia que destronaram as bases de suporte do atual acordo. Como conclusão do debate saiu ainda a proposta de engrossar as fileiras das petições anti acordo junto da assembleia da república. De entrada é livre, a iniciativa destinava-se a toda a população, com o objetivo de explicitar e clarificar os fundamentos científicos de uma posição contrária ao novo acordo, que tantas alterações fez à nossa ortografia.

Fernando Paulo Baptista após uma passagem pela vida militar, formou-se em Filologia Clássica pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Com vários trabalhos publicados, recebeu vários louvores e galardões. É investigador convidado do Centro de Investigação em Educação [CIEd] da Universidade do Minho, investigador jubilado da Associação Piaget Internacional [AsPI], consultor editorial e colaborador da revista da Organização Mundial da Saúde [«WHO – Bulletin»] e da revista da Academia Interuniversitária de Ciências Sociais de Indiana – USA [«IASS Journal»].

1 Comment

  1. Sobre a falácia da importância da etimologia
    António Emiliano, linguista, professor universitário, mostrou ser o opositor ao AO mais valoroso no debate técnico do tema. Vejamos que ele tem a dizer sobre um dos principais pilares da oposição ao AO, a questão etimológica (extrato da nota 47 do facebook de Emiliano, a 16 de abril 2012):
    “O problema “técnico” principal desta hedionda Base IV devoradora de letras e brasilificadora do português língua escrita não é etimológico, como clamam alguns desacordistas. […]
    A matriz ortográfica greco-latina da língua portuguesa há muito que foi desfigurada por decreto (e cá continuamos, escrevendo português, de forma menos bela e adequada, mas português quand-même): invocar a dita matriz greco-latina é argumento que não vale um caracol na presente controvérsia e só serve para alimentar a imagem negativa que os acordistas gostam de dar a quem lhes faz frente.”

    Ver mais aqui:
    http://blog.lusofonias.net/?p=8917

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