“O QUE É POLÍTICA” DIZ-NOS AUGUSTO BOAL por clara castilho

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Augusto Pinto Boal (1931-2009)  foi director de teatro, dramaturgo e ensaísta brasileiro,  uma das grandes figuras do teatro contemporâneo internacional. Fundador do teatro do Oprimido,  que alia o teatro à acção social, suas técnicas e práticas difundiram-se pelo mundo,  nas três últimas décadas do século XX. São empregadas não só por aqueles que entendem o teatro como instrumento de emancipação política mas também nas áreas de educação, saúde mental e no sistema prisional.

O Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo. Todos os seres humanos são actores – porque actuam – e espectadores – porque observam. Somos todos ‘espect-atores’.

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As suas teses do Teatro do oprimido foram inspiradas nas propostas do educador Paulo Freire.

Com 22 livros publicados e traduzidos em mais de vinte línguas, suas concepções são estudadas nas principais escolas de teatro do mundo. O livro Jogos Para Actores e Não Actores trata de um sistema de exercícios (“monólogos corporais”), jogos (diálogos corporais) e técnicas teatrais além de técnicas do teatro-imagem, que, segundo o autor, podem ser utilizadas não só por actores mas por todas as pessoas.

Apesar de existirem milhares de grupos e centros de estudos sobre o Teatro do Oprimido no mundo (mais de 50 países nos cinco continentes), apenas o Centro de Teatro do Oprimido (CTO) do Rio de Janeiro é reconhecido como o ponto de referência mundial da metodologia.

Em Lisboa, de 21 e 26 de Março decorreu no Goethe-Institut em Lisboa o MUDA! Encontro Internacional de Teatro de Oprimido, sendo o quinto encontro do projeto de qualificação internacional em Teatro do Oprimido TOgether donde participam sete organizações europeias: GTO LX, Portugal – Kuringa, Alemanha, Pula Forum Festival – Croácia, Active Inquiry – Escócia, Pallapupas – Espanha, Pas a Passo – França, e Krila – Itália.

Pouco antes de morrer, num Fórum, ele definiu “O que é politica”:

 Em agradecimento a este homem fenomenal, fiquemos com a canção que Chico Buarque lhe fez, quando ainda vivia em ditadura no Brasil, e Boal se encontrava em Portugal.

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