Três da manhã. Desperto incerto… E essa quermesse?
E a Flor que sonho? e o sonho? Ah! tudo isso esmorece!
No meu quarto uma luz luz com lumes amenos,
Chora o vento lá fora, à flor dos flóreos fenos…
(Arcachon, 12 de Julho de 1889)
Este célebre poema de Eugénio de Castro constrói-se a partir de uma aliteração generalizada. Mostra a inclinação pelo virtuosismo técnico que ocupou os simbolistas, trabalho poético que o tornou como primeira escola da poesia moderna. O autor ficou ligado ao que veio a caracterizar-se como decadentismo-simbolismo através dos livros “Oaristos” (1890), “Horas” (1891), “Silva e Interlúnio” (1894).