O nosso país tem vivido sob o peso de reformas e de intenções de reforma, e medidas que se apresentam como tal. Sucede que muitas vezes o verdadeiro problema não é a reforma em sim, cuja intenção pode ser melhor ou pior, mas sim o que está por detrás. Temos andado a descobrir que muitas das reformas impulsionadas pelo “nosso” governo, têm objectivos que não são os declarados. Não serão propriamente os declarados publicamente pelos seus promotores, mas outros que talvez sejam enunciados algum tempo depois, como inevitáveis, ou poderão até nunca ser mencionados.
Estamos a atravessar um período em que a situação acima descrita se verifica a vários níveis e com grande intensidade. O nosso país está a ser sujeito a uma série de imposições, justificadas pela dívida externa e pela situação financeira, que obviamente têm implicações significativas. Algumas dessas imposições são as respeitantes aos cortes salariais e despedimentos na função pública. Por exemplo, ultimamente tem-se estado a preparar o terreno para o despedimento de um considerável contingente de professores. Aparecem notícias, umas vezes desmentidas, outras vezes apenas postas em dúvida. São feitas referências, a propósito, ao envelhecimento da população, à quebra da taxa de natalidade, e outras questões afins. Não será excessivo concluir que se prepara o terreno para o encerramento de um grande número de escolas. E, por arrastamento, para o fim do ensino público, universal e gratuito.
É impensável que os promotores destas chamadas reformas, à partida, não tivessem a noção das consequências das suas iniciativas. Não são com certeza assim tão ignorantes, ou tão incompetentes. O problema são os verdadeiros desígnios dessas iniciativas. Na saúde, está cada vez mais claro o peso que os grandes grupos económicos estão a assumir, através das PPP, hospitais privados e outros equipamentos. Como vai ser na educação?


Artigo bem pertinente . A Educao que deve ser o exlibris de um povo ,neste contexto actual vai ser uma espcie debola de berlim …apetitosa ,recheada de um creme a imitar ovos moles …como imita ,esta bola de berlim para o Ensino Pblico .E em nome de um Ensino de qualidade ,vai-se empaturrando os que no podem ter acesso ao privado ….de onde vai nascer uma “lite ” com uma mentalidade de exclusividade intelectual ….futuros “polticos ” que faro carreira na monstruosidade de “empregados precrios “ou ento “emigrarem” comendo o “po que o diabo amassou ” e se quiserem ter trabalho …”vale mais um ordenado mnimo do que estar desempregado ….no foi esta afirmao bombstica que aquele menino no programa “Prs e contra ” proferiu alto e bem aplaudido .? Tenho duas filhas ,estudadas no Ensino Pblico -ambas com profs de qualidade .Licenciaram-se com uma classificao de que me orgulho e lhes tem permitido ter uma carreira de qualidade . Para se estruturar uma reforma a condizer com a Reforma do Estado ,corre-se vassourada os Profs -Agora os Pais esto contra a greve nos exames .Eu pergunto “e todo este tempo de luta onde estavam os Pais?Claro ,esta greve vem alterar o programa das frias .Pq no apoiaram as reinvidicapes dos Profs? Neste Pas ,a sociedade vive apenas preocupada com o seu “modus vivendi “,tudo o mais como a Igreja com duas componentes 1-a Igreja de Deus 2-a igreja dos homens que se aproveita da Igreja de Deus para tirar divivendos . Assim se gera a Reforma do Estado -uma entidade abstrata na medida em que o Povo no tem a lugar e se o tiver h que aproveitar para o reduzir a robots telecomandados . Maria s