Até sábado, 1 de Junho, manteremos este espaço aberto ao debate sobre o Acordo Ortográfico. E a discussão sobre um tema tão importante será reaberta quantas vezes for necessário.
Uma notícia do Correio da Manhã de ontem dava-nos conta de recusa de um juiz de aceitar pareceres redigidos segundo as regras do AO. O magistrado alega que as “actas não são uma forma do verbo atar” e que “os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso”.
“O juiz Rui Teixeira, que conduziu a instrução do processo ‘Casa Pia’ e que agora está colocado no Tribunal de Torres Vedras, não quer os pareceres técnicos sociais com o novo Acordo Ortográfico”, (…) O magistrado enviou uma nota à Direcção Geral de Reinserção Social (DGRS) em Abril onde se podia ler, que esta “‘fica advertida que deverá apresentar as peças em Língua Portuguesa e sem erros ortográficos decorrentes da aplicação da Resolução do Conselho de Ministros 8/2011 (…) a qual apenas vincula o Governo e não os tribunais'”.
Ainda segundo o Correio da Manhã, a DGRS pediu um esclarecimento ao juiz, tendo este respondido que a “‘Língua Portuguesa não é resultante de um tal «acordo ortográfico» que o Governo quis impor aos seus serviços’, diz o juiz, acrescentando que ‘nos tribunais, pelo menos neste, os factos não são fatos, as actas não são uma forma do verbo atar, os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso e a Língua Portuguesa permanece inalterada até ordem em contrário'”, escreve o Correio da Manhã.
Postei este artigo no Face ….na tentativa de politizar …. Veleidade minha .Pacincia . Maria S