“Parece um brinquedo, mas faz mesmo chamadas telefónicas”, é assim que é apresentado. A empresa OwnFone lançou o “ 1stFone” dirigido a crianças de quatro anos. Custa 65 euros e foi lançado no Reino Unido.
Não tem acesso à internet e não pode enviar mensagens de texto, pois nem tem teclado. A principal característica é a personalização e a capacidade de limitar o número de pessoas que pode telefonar para o aparelho. Permite à sua criança falar com quem precisa. É vendido aos pais como “ Paz de espírito para si”! É personalizado, pode-se escolher o design e funções.
Este assunto tem sido estudado em Portugal. Lembro os estudos de Kárita Francisco, na Universidade Nova de Lisboa, (http://conferencias.ulusofona.pt/index.php/sopcom_iberico/sopcom_iberico09/paper/viewFile/303/281) em chega a algumas conclusões comuns a outros, por ela referidos, realizados na Finlândia, por exemplo. Até aos 10 anos, o telemóvel é mais utilizado para jogar e para a criança poder estar em contacto com os pais. É a questão da segurança que leva os pais a darem o primeiro telemóvel aos filhos, muito novos.
Num artigo da revista Pais e Filhos (http://www.paisefilhos.pt/index.php/actualidade/noticias/6186?task=view&showall=1), Helena Fonseca, coordenadora do Núcleo de Medicina de Adolescentes do Hospital de Santa Maria, comenta: “Actualmente, no primeiro ciclo, já encontramos imensas crianças com telemóvel, o que é impressionante! Cada família deve definir bem qual é a idade em que pretende dar um telemóvel ao seu filho, independentemente das pressões que existam por parte da criança. A maioria das vezes a utilidade do telemóvel é nula”. No entanto reconhece: “Admito que possa haver situações pontuais, como doença ou razões geográficas, que o justificam, mas são exceções. Na minha opinião, as crianças não devem ter telemóvel antes dos 12 anos”.

