PEDRO STRECHT ESCREVE NOVO LIVRO: “O AMOR É UMA ILHA INFINITA” – por Clara Castilho

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Aí uma vez por ano, o Professor Pedro Strecht chega junto dos amigos com mais um livro e com os  convites para o lançamento. Já foram muitos aqueles que  Clara Castilho viu nascer e que pôde apreciar.  Ela vai contar:

Pedro Strecht nasceu em 1966 e é médico de psiquiatria da infância e adolescência. Actualmente trabalha em consulta privada, na Cooperativa “A Torre” e no Centro Dr. João dos Santos – Casa da Praia (Presidente da Direcção). Licenciou-se em medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa. Foi professor do ensino secundário, oficial e particular, de 1987 a 1991, médico interno geral do Hospital de São Francisco Xavier. Especialista desde 1995, com formação no Departamento de Pedopsiquiatria do Hospital de Dona Estefânia (ex-Centro de Saúde Mental Infantil e Juvenil de Lisboa). Fez estágios em Londres e Oxford, na Tavistock Clinic, Brent Adolescent Centre e Mulberry Bush School. Trabalhou ainda como supervisor do Projecto de Apoio à Família e à Criança Maltratada, foi médico no Chapitô – Escola Profissional de Artes e Ofícios, na Associação Questão de Equilíbrio, foi coordenador da Equipa de Intervenção Psicossocial do Gabinete de Reconversão do Casal Ventoso, trabalhou em Centros Educativos do Instituto de Reinserção Social e foi coordenador do Gabinete para Intervenção em Crise da Casa Pia de Lisboa. Foi também docente na Universidade Católica de Lisboa (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas) e cronista regular da revista “Pais & Filhos” e do jornal “Público”.

Publicou mais de duas dezenas de livros na editora “Assírio & Alvim” respeitantes à sua área profissional e na temática infanto-juvenil. Colaborou em dois livros com o Prof. Daniel Sampaio.Agora, acaba de lançar outro livro “O Amor É Uma Ilha Infinita – crianças e adolescentes em crise” . Através de diversos casos reais de crianças, adolescentes e famílias em crise, traça uma narrativa teórica e prática em que apela à necessidade urgente de seguir em frente através das infinitas teias da vida, da liberdade e do amor. Imagem2

Servindo-se do texto “A Tempestade” de William Shakespeare (1613), em que uma ilha do novo mundo é palco da expressão de múltiplas emoções e conflitos de pessoas em sofrimento, Pedro Strecht relembra que, afinal “somos feitos da mesma matéria que os sonhos”, para concluir que a noção de crise tem sempre subjacente a força inevitável da mudança, a possibilidade de um recomeço feliz. A ilha é “ a imagem da mão generosa que se estende e abre num abraço protetor, baía de águas mansas onde pode ser possível retemperar a energia necessária para seguir adiante (…) Por isso após a tormenta, é comum o náufrago desejar o abandono da ilha. Anseia pelo regrsso ao seu espaço de referência, ao ponto perdido na aventura turbulenta que o levou ao momento da crise e, sendo assim, de sofrimento. O movimento reconstrutivo e reparador inicia então o seu trajeto e o náufrago luta por seguir para além do refúgio que o salvou, mas onde não é desejável que fique cativo, certo e sereno de que mesmo que retorne nada será mais igual ou como antes”.

Num estilo a que já nos habituou, de exposição “teórica” de uma forma ligeira, fazendo paralelos com obras literárias, de música ou de arquitectura, desta vez, enquanto nos vai falando de crianças que conheceu e dos seus problemas, vai fazendo a ponte com “A Tempestade” de William Shakespeare. Uma obra que se lê com as devidas pausas, para usufruir e pensar, onde também nos revemos em certas passagens.

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