“Toccata & fugue” do compositor alemão Johann Sebastian Bach, interpretação da violinista tailandesa (actualmente cidadã britânica) Vanessa Mae, acompanhada pela Bratislava Radio Symphony Orchestra.
A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Bach aligeirado, pervertido, inautêntico. Próprio para ambiente de casino. Pedro Mota.
Talvez não me tenha feito entender há bocado. Por comparação, poderíamos dizer desta versão (não é uma interpretação) que é como se alguém alterasse as estrofes, no seu ritmo, na sua métrica, misturasse também conteúdos, de Os Lusíadas para tornar o poema mais fácil de ler, mais descontraído, menos concentrado e sério e depois dissesse tratar-se de uma obra de Camões. É preciso ter cuidado. É uma pena que a grande maioria das pessoas não saiba de música e, portanto, não saiba avaliar uma interpretação (neste caso é uma vigarice) e respeitar, não por qualquer motivo sagrado, a intenção musical do compositor e a profundidade espiritual e cultural da peça. O caminho da cultura não pode ser a descer mas a subir. Aprecio muito este “blogue”, em razão da minha linha política, e por isso lamento que não escolham, na música erudita, verdadeiras interpretações com os melhores autores (esta tem muita técnica mas não é uma boa intérprete). Pedro Mota.
Só agora me foi possível responder aos seus comentários. O comentário construtivo é sempre bem-vindo, dispensando-se no entanto os adjectivos sarcásticos despropositados.. A escolha das músicas que faço para a rúbrica “no silêncio da noite”, não obedece a critérios definidos com base na sua essência cultural, mas sim ao critério simplista das melodias que considero apropriadas.