(Continuação)
Eu adoptei, por conseguinte, a outra alternativa. Eu deixei de lado a hipótese de nada fazer ou a de esperar para ver. (…) O governo do presidente Hoover aumentou a dívida nacional no montante líquido de mais de três mil milhões de dólares, em três anos de depressão e havia muito pouco onde se pudesse mostrar como foi ele gasto. A minha administração tem aumentado a dívida nacional no montante líquido de cerca de oito mil milhões de dólares e há muito para mostrar sobre isso.Coloque esse valor de oito mil milhões aqui no cartaz e deixe-me dizer-lhe onde foram os dólares aplicados. Mais de um milhar e meio de milhões foram para o pagamento de bónus aos veteranos da Primeira Guerra Mundial este ano, em vez de o ser em 1945. Este pagamento está agora já arrumado e deixou pois de constituir uma obrigação futura do Governo.Quanto aos outros seis mil milhões e meio de défices nós não gastámos exactamente o dinheiro; nós gastámo-lo nalguma coisa. A América tem algo com o que nós gastámos, na conservação de recursos humanos através dos campos CCC, na ajuda aos trabalhadores, na conservação dos recursos naturais da água, do solo e das florestas; milhares de milhões para a segurança e para uma vida melhor na América.
Enquanto muitos que criticam hoje tudo isto estavam a vender a América a curto prazo nós estivemos a investir no futuro da América. Comparemos estas despesas e o que temos feito e adquirido com elas contra outras despesas do povo americano entre os anos de 1920 e 1930. Durante esse período, não apenas oito mil milhões, mas muitos mais milhares de milhões saíram do bolso dos americanos e foram enviados para o exterior, para países estrangeiros onde o dinheiro foi usado para aumentar os armamentos estrangeiros, para a construção de fábricas no exterior para depois concorrerem connosco, para a construção de habitações no estrangeiro, para a construção de piscinas e matadouros, para dar emprego aos desempregados estrangeiros — estrangeiros inúteis, se assim se quiser. Esses dólares, milhares de milhões deles, são tão bons como o dinheiro americano —ganho com o suor do seu povo, exactamente como a recompensa da nossa economia — como os dólares que gastámos durante estes três anos no nosso país a dar trabalho para os desempregados. A maioria desses dólares enviados para o exterior foram-se para sempre, nunca mais voltam. Esses milhares de milhões, perdidos para nós sob as administrações anteriores, não estão, aliás, a incluir os outros milhares de milhões emprestados pelos Estados Unidos aos governos estrangeiros durante e imediatamente após a Guerra. Faço-lhes uma simples pergunta: Será que não foi um investimento mais sólido para nós, durante estes últimos três anos, gastar oito mil milhões de dólares na indústria americana,nas explorações agrícolas americanas,nasfamílias americanas e noscuidados de saúde dos cidadãos norte-americanos?
Eu utilizei o valor de oito mil milhões de dólares como representando o aumento da nossa dívida nacional. Imediatamente as pessoas irão a correr para os jornais ou a correr para o microfone para dizer que a minha aritmética está toda ela errada. Eles vão-vos dizer que o aumento da dívida nacional é de treze mil milhões, em vez de oito. Isso é técnica e moralmente tão correcto como se alguém estivesse a tentar assustar-vos sobre a condição do vosso banco, dizendo-vos tudo sobre os seus passivos mas não vos dizendo sobre os seus activos.Isso é técnica e moralmente tão correcto como dizer que aqui na Pensilvânia, não há nenhum dos vossos depósitos bancários ou apólices de seguro que estejam em segurança. Quando lhes disseram que o Tesouro dos Estados Unidos tem mais de treze mil milhões de passivos do que tinha em 1933, também lhes deveria ter sido dito que também têm seis mil milhões de dólares de aumento no valor dos activos, aumentosesses imputados a esses passivos. Em três anos, a nossa dívida pública líquida aumentou de oito mil milhões de dólares. Mas em dois anos da guerra recente esta aumentou tanto quanto 25 mil milhões de dólares. A defesa nacional e o futuro da América estavam envolvidos em 1917. A defesa nacional e o futuro da América também estão envolvidos em 1933. Será que não acreditam que a economia da América tem estado barata a esse preço? Era mais do que a defesa, era mais do que um resgate. Isto foi um investimento no futuro da América.(…) E agora uma palavra para esse medo tolo à volta do peso esmagador de que a dívida irá impor aos filhos de todos nós, aos vossos e aos meus. Esta dívida não vai ser paga pela tributação opressiva sobre as gerações futuras. Ela não está para ser paga pela extorsão das poupanças duramente adquiridas da geração actual.Ela está para ser paga pelo acréscimo do rendimento nacional e pelo aumento dos rendimentosindividuaisgerados pelo aumento da prosperidade nacional.
(Continua)
