Pentacórdio para Segunda-feira, 17 de Julho

por Rui Oliveira

 

 

   Sem serem eventos de grande vulto, são estes os destaques desta Segunda-feira, 17 de Junho – enquanto aguardamos para ver a eficácia e os efeitos da greve dos professores (ou parte) aos exames finais …

 

   O relevo primeiro irá para o concerto comemorativo do 170º aniversário do nascimento de Edvard Grieg que se realiza na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, pelas 18h, com entrada livre, e o apoio da Embaixada da Noruega e da Antena 2.

   Presentes estarão Natasa Sibalic (soprano), Anne Kaasa (piano) e Francisco Sassetti (piano) para interpretar as seguintes obras de Edvard Grieg :Natasa Sibalic 1Anne Kaasa 1

      – Suite para piano “No tempo de Holberg”, op. 40

      – Canções várias

      – Danças Norueguesas para quatro mãos, op. 35

 

   Do site da Embaixada retiramos as seguintes notas elucidativas do programa :

   «Nascido em Bergen em 1843, o compositor norueguês Edvard Grieg teve no seu tio, o famoso violinista, virtuoso e excêntrico Ole Bull, quem lhe descobrisse o talento musical, convencendo os seus pais a enviá-lo para o Conservatório de Leipzig aos 15 anos. Grieg consolidou aí as suas bases pianísticas e de composição, tendo Schumann, Chopin, Mendelssohn e Wagner como primeira referência estética.

edvard grieg 1   Voltando à Escandinávia, começou a ter uma actividade intensa de compositor, pianista e maestro e aos vinte e três anos já compunha o seu Concerto para piano e orquestra que lhe valeu reconhecimento internacional. Grieg apercebeu-se cedo do potencial inerente à música tradicional norueguesa e integrou partes desse material na sua linguagem de composição. Recorreu assim a canções e danças populares de várias formas, realizando simples harmonizações das melodias ou desenvolvendo formas mais livres e integrou também o colorido popular na sua própria linguagem melódica e harmónica».

   O concerto inicia-se com a Suite para piano que foi escrita em homenagem a Ludvig Holberg, um escritor de teatro famoso, nascido na Noruega em 1684. Grieg escreveu-a no estilo barroco, tendo um Prelúdio seguido de danças barrocas e uma Ária, no entanto já numa linguagem harmónica romântica. Após um conjunto das suas Canções mais conhecidas, o concerto termina com Danças Norueguesas, onde Grieg explora a música popular norueguesa, uma obra cheia de vitalidade, lirismo e humor.

   Não havendo registo de nem da norueguesa Anne Kaasa nem do outro pianista do concerto, mostramo-vos a interpretação que a pianista norueguesa Torhild Fimreite fez em 2011 da  chamada Holberg Suite (do programa) que pode ser ouvida aqui em versão integral :

 

   Quem queira ouvir a peça Danças Norueguesas em versão orquestral, tem-na aqui pela Orquestra Sinfónica de Gotemburgo dirigida pelo maestro Neeme Järvi :

 

 

 

                                           IMBAEF~1logo-emnsc-new

   Quem fôr esta Segunda-feira, 17 de Junho ao Grande Auditório do Centro Cultural de Belém assistirá, às 21h, ao espectáculo “Voz para Vós”, um recital «em que o canto se revela como o fio que nos conduz por um repertório que atravessa alguns dos últimos séculos».f1VozParaVos - Copy

   A Escola de Música Nossa Senhora do Cabo (EMNSC) propõe-se, nesta apresentação de final de ano lectivo, juntar diversas classes (coros, orquestra, piano, sopros, cordas) em torno da celebração da voz, sob a direcção musical de Henrique Piloto.

   A encenação será de Joana Levy, com coreografia de Cláudia Finote e desenho de luz de Carla Morais.

   Este foi o registo sumário do espectáculo do ano anterior (2012) mais voltado para a dança, (neste caso a Cinderella) da EMNSC também com direcção de Henrique Piloto.

 

 

 

 

   Indo ao teatro, “A Barraca” oferece nesta Segunda-feira, 17 de Junho ao seu público o Encontro Imaginário nº 52 no seu Bar no Cinearte (em Santos), às 21h30.

helder costa   Aí, a mente inventiva do encenador e aprendiz de dramaturgo Helder Costa transporta-nos ao século XIX e à primeira metade do século XX através de algumas figuras dominantes da actividade artística e cultural da época.imagem154

   Por um lado, Stefan Zweig (Viena, Áustria 1881 – Petrópolis, Brasil 1942), escritor célebre, romancista, poeta, dramaturgo, jornalista e biógrafo austríaco de origem judaica, que foi também um pacifista e lutador anti-nazi.

   Por outro, Tamara de Lempicka (Varsóvia, Polónia 1898 – Cuernavaca, México 1980), notável pintora art déco polaca, uma das divas dos anos 20, figura destacada da boémia parisiense, tendo conhecido Pablo Picasso e Jean Cocteau (entre outros), que ficou famosa pela sua beleza física e também por ser abertamente bissexual, tendo os seus casos com homens e mulheres causado grande escândalo na altura.

   E por último Richard Wagner (Leipzig, Alemanha 1813 – Veneza, Itália 1883), maestro, compositor, director de teatro e ensaista alemão, idolatrado por Hitler e que tem recebido críticas várias pelo conteúdo anti-semita de alguns dos seus escritos.

   A encarnação destas figuras será feita por Adérito Lopes (Stefan Zweig), Sónia Barradas (Tamara de Lempika) e Ruben Garcia (Richard Wagner).

 

 

 

3

   No cinema extra-circuito comercial, volta a haver sessão do Ciclo de Comédias Francesas no Auditório do Institut Français de Portugal, às 19h desta Segunda-feira, 17 de Junho, com a exibição do filme “Simon Konianski” (França, 2009, 100′) de Micha Wald (foto)simon k 2simon k poster, com Jonathan Zaccaï (Simon), Popeck (Ernest), Nassim Ben Abdelmoumen (Hadrien), Abraham Leber (Maurice) e Irène Herz (Mala) nos papéis principais.

   Uma sua possível sinopse seria : « Simon, com 35 anos, eterno adolescente que a mulher da sua vida, uma bailarina goy, acaba de deixar, volta para viver provisoriamente com o seu pai Ernest, mas a vida entre ambos é insuportável. Acresce que Maurice , o seu velho tio paranóico e a tia Mala de língua comprida se metem em tudo, nomeadamente tentando encontrar “uma rapariguinha judaica simpática” com quem Simon se case.simon k

   Quando Ernest morre, Simon quer cumprir o último pedido de seu pai – ser enterrado na aldeia onde nasceu, nos confins longínquos da Ucrânia. Vai então passar por um acidentado road movie na companhia do tio louco, da tia que implica interminavelmente com ele por causa da bailarina, do seu irmão ainda com seis anos, do cadáver do pai, do seu fantasma e ainda dum coelho. Não esquecendo a sua ex- que não o larga ao telefone !…».

   Este é o seu filme-anúncio :

 

 

 

festival de gerações - muito melhor foto

   Por último, e ainda no campo do cinema, chamamos a atenção para a 4ª edição do “Festival de Cinema Europeu das Gerações” que o Goethe-Institut de Lisboa se propõe trazer ao seu Auditório de Segunda, 17 a Quarta, 19 de Junho, sempre às 19h.

   Diz este Instituto : « Numa sociedade onde a idade média da população é cada vez mais avançada, as implicações do envelhecimento serão abordadas com maior interesse e profundidade nos próximos anos, também na área cultural. Prova disso, é a crescente importância que este tema tem vindo a ocupar no cinema. Desde 2010, existe na Alemanha o “Festival de Cinema Europeu das Gerações” que reflecte sobre alguns dos desafios e oportunidades da terceira idade. O Goethe-Institut associa-se a este projecto e realiza pela primeira vez em Lisboa uma extensão deste festival, apresentando os seguintes filmes:

   “Vergiss mein Nicht” (Não te esqueças de mim) de David Sieveking, “Wolke 9” (Nunca é tarde para Amar) de Andreas Dresen e “Die Frau mit den 5 Elefanten” (A Mulher com os 5 elefantes) de Vadim Jendreyko.

 

Vergiss-mein-nicht-1-424x600   Nesta Segunda-feira, 17 de Junho, às 19h, o documentário “Vergiss mein Nicht” (Não te esqueças de mim) (Alemanha, 2011/12) (legendado em português do Brasil) de David Sieveking, conduz-nos, com uma surpreendente abertura, pela vida de sua mãe Gretel (uma militante política dos anos 60-70) que sofre de Alzheimer.forget-me-not-800x486 O seu pai trata da mãe doente desde a reforma, uma tarefa que requer muito tempo e esforço. Para dar algum apoio a seu pai, David Sieveking volta durante algumas semanas para casa e documenta de perto o dia-a-dia da sua mãe demente. O filme acaba por se tornar numa declaração de amor à sua mãe e à sua família.

   Este é um seu trailer (em alemão) onde se veem imagens da juventude de Gretel, activista nos protestos contra a guerra colonial do fascismo português :

  

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Sábado aqui)

 

 

 

1 Comment

Leave a Reply