Pentacórdio para Terça-feira, 18 de Junho

por Rui Oliveira

 

 

   De entre os poucos acontecimentos musicais desta Terça-feira, 18 de Junho destacaríamos o Recital de Música da Renascença Portuguesa que terá lugar às 17h, com entrada livre, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz.

 sala espelhos Pal.Foz  Será uma iniciativa do Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa (mpmp), com o apoio do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira (com sede no Palácio da Independência, no Largo de São Domingos).

   No palco Anna Thomaz, soprano, Carlos Monteiro, tenor, Nuno Cardoso, violoncelo, Duarte Pereira Martins, piano e Edward Luiz Ayres d’Abreu, piano irão interpretar obras (a anunciar) de Luiz Costa, Cláudio Carneyro, Óscar da Silva e Ruy Coelho.

   Na ignorância precisa do programa, eis um “Bouquet” de temas de Ruy Coelho, tocado ao piano por Duarte Pereira Martins (quem queira antever o canto de Anna Thomaz acompanhada pelo mesmo pianista mas em canções de Lopes-Graça clique sff. aqui ) :

 

 

 

 

                   no-tengas-miedo                    no_tengas_miedo1

   Quanto ao cinema, lembra-se que nesta Terça-feira, 18 de Junho (como habitualmente às Terças), às 18h30, no Auditório do Instituto Cervantes, há sessão do ciclo “Contemporâneos: cinema espanhol recente”.no tengas miedo poster

   Desta vez a película exibida é “No tengas miedo” (Espanha, 2011) do realizador da Navarra  Montxo Armendáriz (foto)Montxo Armendáriz - Copy, com Michelle Jenner, Lluis Homar, Oona Chaplin e Belen Rueda nos papéis principais.

   A sinopse referida é curta : « Silvia é uma jovem marcada por uma infância sombria. Aos vinte e cinco anos decide refazer a sua vida e enfrentar as pessoas, os sentimentos e as emoções que a mantêm unida ao passado. Na luta contra a adversidade, contra si mesma, irá aprendendo a controlar os seus receios e a tornar-se uma mulher adulta, senhora dos seus actos …»

   O respectivo filme-anúncio é este :

 

 

 

 

nãotemnemnome

   Já quanto a teatro, a “Companhia das Inutilezas” (do Rio de Janeiro), sob a direcção do actor, encenador e dramaturgo Emanuel Aragão, propõe desde esta Terça-feira, 18 de Junho até Quarta-feira 26, às 21h30, o espectáculo “nãotemnemnome” que toda a crítica considera «inclassificável»; «situado algures entre um encontro de amigos e uma maravilhosa caixa de histórias, trata da vida quotidiana, com as suas memórias, angústias e pequenos encontros e desencontros».nãotemnemnome 0

   Num primeiro encontro (marcado pelo telefone ou mail), todos os espectadores são convidados a partilhar uma conversa a sós com um dos actores, sabendo-se que o conteúdo dessas confidências integrará o texto do espectáculo final.  

   Depois, num apartamento da Rua da Boavista, nº 50 e à hora marcada para a sessão (21h30), dá-se o segundo encontro, agora entre todos os intérpretes e espectadores. Cada apresentação de “nãotemnemnome” é, pois, diferente, tudo o que foi dito durante as conversas pode estar presente. Sem que se reconheça o sujeito de cada narrativa, cada um pode, no entanto, encontrar um pouco de si em cena.

   É esse o objectivo desta Companhia surgida no Brasil em 2007 «aproximar o teatro das pessoas e do mundo, trabalhando sobre as pequenas coisas da vida quotidiana» e em palco estarão, além de Emanuel Aragão, Fernanda Félix, Liliana Rovaris e Rossini Viana Jr.

 

 

 

   Ainda no teatro, recorda-se que integram as “Festas de Lisboa’13” os diversos mini-espectáculos do Teatro Rápido (na Rua Garrett, nº 56-60 ou Rua Serpa Pinto, nº 14) nas suas Salas 1 a 4, com horários diversos e programa variável todos os meses.

teatro rápido, a camisa, o vestido e a janela   Parece recolher apoio crítico muito favorável em particular na Sala 2 a peça “A Camisa, o Vestido e a Janela”, espectáculo de comédia em formato de micro-teatro iniciado neste Sábado 15 e em cena até 30 de Junho, mas apenas de Quinta a Segunda-feira de cada semana, com sessões às 18h05, 18h35, 19h05, 19h35 e 20h05 (pela módica quantia de 3 Eur.).

    Sinopse divulgada :

   « “A Camisa, o Vestido e a Janela”  tem como partitura três 455749textos finamente humorísticos das “Peças Amorosas” de André Murraças, onde o amor vem sempre amanhã. Um jovem comum apresenta-se, ficciona-se, explora desejos transgressivos, brinca com a relação inevitavelmente de voyeur entre ele − espectador de si , os outros espectadores e as vidas em aquário do prédio em frente».

    A dramaturgia sobre aquele texto de André Murraças é de Eduardo Molina e José Henrique Neto, cabendo a interpretação a Eduardo Molina e a direcção artística a José Henrique Neto.

 

 

 

   Por último, e também no programa das “Festas de Lisboa’13” na categoria dos espectáculos “Andar em Festa”, saliente-se a originalidade (e também a qualidade) da serei eu fugindoiniciativa “Art’a_Bordo” que o lisboeta espectador poderá apreciar se estiver no combóio da linha de Cascais das 13h no sentido Lisboa → Cascais ou na composição das 17h no sentido inverso, mas apenas no período entre esta Segunda, 17 e a próxima Sexta-feira, 21 de Junho.

   Assistirá então a “Serei eu Fugindo? Ópera de rua para uma viagem de comboio , um projecto de ópera que procura levar a ópera cómica ao encontro dos cidadãos, através de uma intervenção artística nesta ligação ferroviária Lisboa – Cascais. «A ópera não tem que ser necessariamente uma expressão artística elitista, pode ser apreciada por todos − com base nessa ideia,serei eu fugindo 1 esta ópera do séc. XXI alia música e humor e assume-se como um espectáculo que explora a proximidade e a interacção com o espectador, num contexto quotidiano».

   Com autoria da “Inestética Companhia Teatral”, a música é de Luís Soldado com libreto de Rui Zink e encenação de Alexandre Lyra Leite e ainda interpretação de Catarina Molder, Linda Valadas e Mário Redondo.

 

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Domingo aqui)

 

 

 

1 Comment

Leave a Reply