EDITORIAL: A PALESTINA CONTINUA, MAS COMO?

Diário de Bordo - II

 

Há dias Bill Clinton esteve em Israel, com outras individualidades do mundo da política e do espectáculo, para celebrar o 90º aniversário de Shimon Peres, presidente israelita. Terá reafirmado que a  criação do estado palestiniano será a única solução para o conflito com Israel. Mas entretanto continuam a avançar os colonatos no território ainda teoricamente dominados pelos palestinianos, e diversos responsáveis israelitas, ligados ao governo de Benjamin Netanyahu,  repetem não aceitar a criação de um estado palestiniano.

A situação dos palestinianos tem-se agravado nos últimos tempos, tendo sido alvo de retaliações devido a terem conseguido a admissão do Estado Palestiniano na ONU, com o estatuto de membro sem direito a voto. As declarações do ex-presidente norte-americano parecem assim não surtirem grande efeito, apesar de o veterano Shimon Peres, que deverá reformar-se no próximo ano, ter expressado a mesma opinião.  Vejam:

http://www.elnuevodiario.com.ni/internacionales/289306-bill-clinton-no-hay-alternativa-a-creacion-de-palestino

Um relatório recentemente apresentado no ONU por Richard Falk, relator especial para a Palestina, refere-se à situação no terreno como sem melhorias, tendo motivado grande controvérsia na ONU entre os representantes dos EUA e aliados, por um lado, e a maioria dos países representados naquele organismo. Os ataques a Richard Falk são numerosos, e ele defende-se invocando ser alvo dos lóbis sionistas. Veja-se a propósito:

http://www.publico.pt/mundo/noticia/relator-da-onu-acusa-israel-de-persistir-na-violacao-dos-direitos-humanos-1596820

http://www.counterpunch.org/2013/04/25/the-demonization-of-richard-falk/

A questão palestiniana tem estado esquecida pela opinião pública, submersa pela avalanche de problemas que irrompem em todos os continentes. É óbvio que a guerra na Síria e a enorme insatisfação na Turquia têm um grande peso na zona do mundo onde fica a Palestina. Por tudo isso, não podemos esquecer os sofrimentos a que estão sujeitos os palestinianos, cada vez mais entregues à sua sorte.

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