POESIA AO AMANHECER – 232 – por Manuel Simões carlosloures28 de Junho de 201327 de Junho de 2013Literatura Navegação de artigos PreviousNext MARIA ALMIRA MEDINA ( 1920 ) O MENINO E A FLOR (fragmento) Era uma vez um menino Era uma vez um papão Era uma vez milhões de homens cobertos de maldição… (…) A mentira anda na rua passeia na praça pública puxa os cabelos às moças faz caretas piruetas e trejeitos grita cospe nas estrelas rasga o peito do menino e arranca dele uma flor que pisa a pés que desfaz! Senhores polícias não deixem violar um coração algemem a violadora apanhem a flor do chão! Era uma vez um menino Era uma vez um papão Era uma vez milhões de homens cobertos de maldição… (in “Notícias do Bloqueio”, 4, 1958) Co-organizadora da Página Cultural do “Jornal de Sintra”. Colaborou em “Cadernos do Meio-Dia” e “Notícias do Bloqueio”, entre outras publicações. Obra poética: “Distância” (1944), “Madrugada” (1955), “Sem Moldura” (1996). Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading…