A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.

antiliterata, nos termos do artigo de abertura, de José Régio. O grupo que promove a revista resulta da fusão de dois que estavam ligados a outras duas revistas, Bysâncio e Tríptico, também de Coimbra, que tiveram vida efémera. Régio, Branquinho da Fonseca e João Gaspar Simões vão assegurar a direcção da Presença até ao número 27, saído em 1930. Branquinho da Fonseca e um grupo de colaboradores, entre os quais Miguel Torga e Edmundo de Bettencourt, afastam-se nessa altura, entrando um ano depois para a direcção Adolfo Casais Monteiro. A Presença durou até 1940. A primeira série contou com 54 números, a segunda com apenas dois.
trabalho de um grupo de jovens poetas, alguns dos quais tinham estado ligados à Presença, foi uma delas. Conseguiram, entre 1941 e 1944, fazer publicar dez livros de poesia, naquilo que, segundo Alexandre Pinheiro Torres, terá sido a primeira grande manifestação colectiva do neo-realismo português. A afirmação é discutível, mas sem dúvida que a publicação do Novo Cancioneiro teve um enorme significado.