A ILHA DOS NÁUFRAGOS, de Louis Even – 7 – Fábula que permite compreender o mistério do dinheiro

7. Um funeral sem testemunhas

  À noite, antes de se despedir, Martinho fez uma derradeira pergunta:Imagem1

– Quanto dinheiro será preciso para começar, para que os negócios marchem bem?

Olham-se entre si curiosos, mas por fim acabaram mesmo por humildemente consultar o ilustre Martinho. Com as sugestões do bondoso banqueiro, concordaram que 200 dólares a cada um parecia ser o suficiente para começar. Reunião marcada para o dia seguinte à tarde.

Abalaram os cinco, trocando estimulantes reflexões. Deitaram-se tarde, não adormecendo senão de madrugada, depois de, acordados, terem sonhado com ouro.

Martinho, não perdeu tempo. Esquecendo a fadiga e não pensando noutra coisa senão nos seus projectos de banqueiro. Ao romper do dia, cavou um buraco e enterrou o seu barril, meticulosamente, dessimulando o local. deixando-o sem vestígios de terra remexida. Depois pôs em marcha a sua pequena máquina impressora e imprimiu mil notas de um dólar. Vendo as notas a sair novinhas de sua impressora, pensou para consigo:

– Como são fáceis de fazer estas notas! O seu valor porém, provem dos produtos que vão servir para comprar. Sem produtos, estas notas não valeriam nada. Estes meus ingénuos clientes, crêem que é o ouro que garante o dinheiro. Eu tenho-os seguros pela sua ignorância!

Ao cair da tarde, os cinco ingénuos chegam a correr ao pé de Martinho.

Amanhã: A quem aproveita o dinheiro novo?

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