A carta em que Vítor Gaspar apresentou o seu pedido de demissão a Passos Coelho é realmente interessante. Pela sua leitura percebe-se que Vítor Gaspar sempre compreendeu que a sua política foi causando grandes estragos no país, e que no seio do governo haviam fortes dúvidas sobre a sua eficácia. E que essa política foi um insucesso completo, entre outras razões, porque não previu que ao reduzir despesas, acabou a reduzir ainda mais as receitas. Como é possível que uma pessoa tão brilhante tenha caído em semelhante buraco? E tenha metido lá o nosso país? Mas leiam o discurso em:
http://downloads.expresso.pt/expressoonline/PDF/carta%2001072013.pdf
Está claro que a política de austeridade causou enormes danos a Portugal, que não atingiu os seus pretensos objectivos, pelo contrário, e que o seu objectivo principal, se não o único, tem sido assegurar pagamentos a juros elevados a uns quantos senhores. Nem ao menos nos concedem o triste privilégio de sabermos quem são esses senhores, quanto devemos a cada um, e que destinos levaram os montantes em causa. Serão os mesmos que andam por aí recebendo rendas à conta das chamadas parcerias público-privadas? Ou que vão ficando com fatias do nosso país no leilão das privatizações? Ou que continuam a ganhar dinheiro na bolsa, apesar da crise?
Mas o que terá andado a fazer este grupo de pessoas que há dois anos nos governa? Em que pensarão, tantos ministros e secretários de estado? Ter-lhes-á alguma vez ocorrido que a sua acção não tem sido mais do que um monte de disparates? Alguns parecem ter tido alguns rasgos de lucidez, a intervalos, como na Saúde. Mas no conjunto o desatino é completo. Saberão que o primeiro dever de um governo é manter a confiança dos seus governados? A bajulação de que se revestiu a visita de Angela Merkel, o rastejar perante os funcionários da troika, a infantilidade de pretender ir mais além do que esta, apregoada por Passos Coelho, tudo isso contribuiu para nos dar um ar de pacóvios indefesos, que não ajudou em nada ao tal equilíbrio das contas públicas. Antes serviu de chamariz a parasitas e tubarões, à procura de dinheiro fácil, e para quem os nossos problemas são um maná. E gerar a descrença total entre os governados.


Incapazes não são. Trabalham, apenas, para os accionistas e “estão-se nas tintas” para os empregados.
O objéctivo é tornar Portugal num lugar apetecível para ser uma colónia dos hunos. Na impossibilidade de ter colónias fora da Europa este nosso rectângulo oferece boas perspectivas. Uma população reduzida à miséria vai aceitar vencimentos baixíssimos para conseguir sobreviver. Assim as empresas ambientalmente menos aceites pela Europa central podem vir para cá.
Se acrescentar-se o domínio da fachada atlântica portuguesa, então, os hunos passam a ter acesso a um mar em que nunca conseguiram vingar. O porto de Sines é o único na Europa com águas profundas, razão fundamental para os abastecimentos através dos navios de grande porte. Digam lá que os governantes portugueses não são competentes? Quem, no exterior, os comanda só sabe elogiá-los.A velha quinta-coluna continua activa. Hitler tinha os seus “gauleiteres”; os de agora só não iguais por fazerem o mesmo sem dar tiros!!! CLV