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A irrevogabilidade, que Paulo Portas afirmou existir relativamente à sua decisão de abandonar o executivo, parece ser afinal negociável e, embora o encontro da noite passada entre o líder do CDS-PP e o primeiro-ministro, não tenha conduzido a um acordo foi, segundo fonte oficial «muito construtiva». A reunião prossegue esta manhã com o objectivo de alcançar um entendimento que permita manter a coligação governamental. Ou seja, Paulo Portas aproveita a circunstância de tudo depender da sua decisão, para aumentar o poder do CDS-PP. Oportunismo? Sentido da oportunidade? É uma questão de perspectiva. A classificação que se queira dar à manobra de Portas cobre um leque de adjectivação que vai de “chantagem” a “sagacidade estratégica”.