EXPOSIÇÃO SOBRE HANS C. ANDERSEN NA TORRE DO TOMBO por clara castilho

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Será hoje, dia 12 de Julho,  inaugurada uma exposição sobre Hans Christian Andersen na Torre do Tombo e irá até dia 15 de Outubro de 2013. É é uma iniciativa particular concebida pelo designer dinamarquês Niels Fischer, com o objectivo de divulgar o escritor Hans Christian Andersen. A  entrada é livre.

A edição da exposição Hans Christian Andersen será associada a alguns documentos de arquivo da época em que Andersen visitou Portugal (1866).

Com cerca de 50 edições, (em Lisboa no CCB e na Biblioteca Nacional de Portugal), a mesma esteve já em exibição em várias dezenas de cidades e vilas portuguesas, tendo sido visitada por mais de 224 000 pessoas, muitas das quais participaram activamente.

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As histórias do escritor dinamarquês (1805-1975) povoaram o imaginário de todos nós, sobretudo na altura em que os livros tinham poucas imagens e tínhamos que visualizar o lido ou ouvido.

Foi pelos seus contos infantis (156!) que começou a ser mais conhecido, devido à novidade da escrita para crianças.

A data de nascimento do escritor, 2 de Abril, é hoje em dia utilizada para assinalar o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil, o mais importante prémio literário, atribuído pelo International Board on Books For Young People (IBBY).

Uma das obras de que me lembro bem é “A polegarzinha”.Representa bem, sobretudo para uma menina, o muito que se tem de esperar por um príncipe encantado, pelo grande amor, com o qual se quer vida em comum. Mas não vou entrar aqui em análises destas…fiquemos pela originalidade da obra e sua beleza. O meu livro “Contos de Andersen” , da Casa do Livro Editora, Colecção Azul, quase se desfaz. Mas quanto à “Polegarzinha”, o que eu gostava mesmo era de um livro em francês, com ilustrações de G. Tenggren.

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Era uma vez uma mulher que queria ter um filho muito pequenino, mas não sabia como havia de fazer para encontrar um. Então, foi ter com uma velha bruxa e disse-lhe:

— Gostava tanto de ter um filho pequenino! Não sabes dizer-me onde posso arranjar um?

— Oh, isso não é difícil — disse a bruxa. — Aqui tens um grão de cevada, e olha que não é da que cresce nos campos dos lavradores nem daquela que as galinhas comem. Planta este grão num vaso e verás o que acontece!

[…] Então, a Polegarzinha teve uma grande surpresa. Ali, no centro da flor, estava um principezinho, tão belo e delicado que parecia feito de vidro. Tinha na cabeça a coroa de ouro mais bonita que pode imaginar-se e nos ombros um par de asas coloridas e brilhantes, e não era maior do que a própria Polegarzinha. Era o espírito que guardava a flor. Em cada flor havia uma criaturinha igual, mas ele era o rei de todas.

[—] Aí, ela (a andorinha) tinha um pequeno ninho ao lado da janela do homem que escreve contos de fadas.

— Ouve, ouve — trinou a andorinha para o escritor de contos de fadas…

E foi assim que soubemos esta história.

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