ASSANGE E SNOWDEN: A MESMA FRAUDE – por Octopus

Três grandes verdades sobre os media:

1- A missão dos media é de orientar o pensamento e as opiniões dos povos na direcção desejada pela classe dominante.

2- Os media nunca dão relevo a uma história ou um indivíduo que represente um verdadeiro perigo para a classe dominante que servem.

3- Quando todos os media dão relevo a um acontecimento é sinal que a classe dominante nos quer vender alguma coisa.

Wikileaks: a fraude.

Abril de 2010, Wikileaks revela um vídeo em que jornalistas iraquianos são assassinados por um helicóptero dos Estados Unidos. Embora este tipo de episódios já fosse conhecido, os media repetem esse vídeo até à exaustão como se fosse um sinal de rotura histórica do século.

2010-2011 Wikileaks revela mais documentos. Um bom vigarista tem de ganhar a confiança do povo, Assange ganha assim a confiança dos que gostam da liberdade e da justiça, revelando gastos militares, desperdícios e brutalidade por parte dos USA. Ele é condenado por certos políticos e jornalistas (alguns genuínos), estas operações de condenação são conhecidas como “sheep-dipping” e serve para credibilizar a personagem.

Assange torna-se, em poucas semanas a super-estrela e capa de revista da maioria dos media.

Finais de 2010-2011, Wikileaks muda de alvo. Depois de ganhar a confiança do mundo, os seus ataques controlados contra o governo dos USA, Assange (e a CIA e/ou a Mossad) apontam agora para os verdadeiros alvos dessas “denúncias”: informações muito prejudiciais sobre a corrupção dentro dos governos da Tunísia, Egipto e Iémen, alguns documentos embaraçosos sobre a Argélia e a Síria.

Wikileaks, que inicialmente se apresentava como o grande denunciador da agressão dos USA e da repressão exercida no Médio Oriente, tem agora como principal alvos os países árabes.

2011: a “Primavera Árabe” derruba a Tunísia, o Egipto, o Iémem e a Líbia, a Síria também sofre convulsões internas. Que coincidência! Todos os governos alvo de Wikileaks são agora vítimas da “primavera árabe”.

O conto de fadas divulgado pelos media dizem que as “Primavera Árabe” foram revoltas “expontâneas” dos povos, que terá começado na Tunísia e se espalhou por os países árabes. A realidade é que estes alvos já estavam predefinidos para levar esses países a uma mudança de regimes. Permitiu reforçar a vontade expansionista de Israel, que beneficia de estados árabes enfraquecidos e esmagar alguns desses estados que estavam a afirmar um certo grau de independência ou a tornarem-se demasiado próximos da Rússia ou da China.

A formula foi a seguinte:

1- Wikileaks de Assange revela informações embaraçosas sobre determinados países árabes, informações essas também divulgadas pelos media árabes,

2- O regime alvo torna-se impopular,

3- Movimentos subversivos internos (provocadores) organizam “manifestações espontâneas”,

4- Os cidadãos comuns engrossam as fileiras dos manifestantes,

5- Traidores (pagos) dentro do governo e das forças armadas obrigam o governo a renunciar,

6- Os media divulgam então que o poder do povo venceu a tirania.

Uma das metas de Wikileaks: a Rússia, que tem bloqueado duas guerras há muito planeadas contra a Síria e o Irão.

Pensava-se que seria difícil encontrar uma farça maior que Assange, eis então que surge Snowden.

Snowden: a fraude.

Verão 2013: os media divulgam uma verdadeira bomba-relógio na figura de Snowden.

Estranhamente semelhante a Assange, Snowden é apresentado ao mundo como o novo herói/delator. O veículo utilizado para nos “revelar” que o governo dos USA anda fazer coisas erradas é Glen Greenwald (socialista homossexual e advogado que se tornou jornalista) do jornal The Guardian, o mesmo jornal que orgulhosamente ostenta o seu papel decisivo na “Primavera Árabe”. Como para as revelações de Assange, Snowden não nos revela nada do que já não sabíamos. Exactamente como Assange, torna-se numa estrela internacional. Exactamente como Assange, é condenado por alguns políticos e jornalistas.

Em Moscovo, Snowden encontra-se “facilmente” com outro fugitivo, nada mais nada menos do que Assange. Exactamente como Assange, Snowden tem documentos para revelar. Qual o alvo desta vez? Os governos estrangeiros? As autoridades americanas? Por que é que este jovem decidiu arriscar a vida para nos revelar coisas que todos nós já sabíamos? Não lhe cheira a um filme da treta à Hollywood? Qual é o jogo desta vez? Wikileaks 2? Criar uma “supervisão civil” (ou seja, o controlo directo da CIA) sobre a parte militar da NSA?

Adaptação e tradução de: http://www.tomatobubble.com/snowden_fake.html

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