A ILHA DOS NÁUFRAGOS, de Louis Even – 18 – Fábula que permite compreender o mistério do dinheiro

18. O desespero   do banqueiro 

A pequena nação da Ilha dos Náufragos  tomou-se creditícia. No dia seguinte, o banqueiro  Martinho recebeu uma carta assinada pelos cinco homens:Imagem2

“Caro Senhor, vós nos Endividaste-nos e exploraste-nos  sem qualquer necessidade. Não precisaremos de si  para gerir o nosso sistema monetário. Nós de agora em diante teremos todo o dinheiro necessário, sem ouro, sem dívida, sem ladrão. Estabeleceremos imediatamente na Ilha dos Náufragos o sistema do Crédito Social. O dividendo nacional substituirá a dívida nacional.

“Se o senhor está interessado no reembolso do vosso dinheiro, nós poderemos devolver-vos todo o dinheiro que imprimiu para nós. O senhor não receberá mais nada mais. Não pode reclamar aquilo que não fez.”

Martinho ficou desesperado. O seu império desmoronava-se.. Para os cinco habitantes tornados creditícios  já não havia mistério sobre o dinheiro ou sobre crédito.

-Que fazer? Pedir-lhes perdão… transformar-se num deles?  Eu, um banqueiro, fazer isso?… Não. Vou mas é ignorá-los e viver à parte.”

 

Amanhã – A intrujice desmascarada

 

 

                       

 

A pequena nação tomou-se créditista. No dia seguinte o banqueiro Martinho   recebe uma carta assinada dos cinco:

“Caro   Senhor, vós nos endividaste e exploraste, sem nenhuma necessidade. Nós não   precisaremos mais de vós para regir nosso sistêma monetário. Nós de agora em   diante teremos todo o dinheiro necessário, sem ouro, sem dívida, sem ladrão.   Nós iremos establecer imediatamente na Ilha dos Náufragos o sistema do   Crédito Social. O dividendo nacional substituirá a dívida nacional.

“Se   vós,estais interessado no reembolsmento do vosso dinheiro, nós poderemos vos   devolver todo o dinheiro que vós fizeste para nós, nada mais. Vós não podeis   reclamar aquilo que vós não fizeste.”

Martinho esta   desesperado. É o seu empério que se desmorona. Para os cinco habitantes   tornados créditistas, já não há mais mistério sobre o dinheiro ou sobre   crédito para eles.

“Que   fazer? Pedir-lhes perdão, transformar-se num deles? Eu banqueiro, fazer   isso?… Não. Eu vou antes passar sem eles e viver à parte.”

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