POESIA AO AMANHECER – 247 – por Manuel Simões carlosloures19 de Julho de 201318 de Julho de 2013Literatura Navegação de artigos PreviousNext ANTÓNIO LUÍS MOITA ( 1925 ) EXORTAÇÃO Ficar de fora é que não é connosco. Agora, Poesia, ou tudo, ou nada! Que terra domará a velha enxada sem o vivo suor do nosso rosto? Que faremos – poetas desta Hora – isolados e tristes, na cidade? É pecado cruel ficar de fora! E quaisquer dez minutos de demora serão bastantes para ser já tarde! Exigem nossos braços que façamos com eles uma árvore concreta: tronco de fé unindo vários ramos com frutos, frutos na manhã deserta! E folhas! Folhas verdes! Tão felizes! Folhas de sol, fixando o sangue interno que nasce no invisível das raízes! – É preciso rasgar as cicatrizes! Crescer em pleno Inverno! (de “Sal”) Co-fundador e director de “Árvore”. Antologiado em “Poesia Portuguesa do Pós-Guerra. 1945-1965” (1965). Publicou, entre outros títulos, “Rumor” (1951), “Teoria do Girassol” (1956), “Sal” (1962. Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading...