Vinho do Porto! A meio do século XIX o património dos Ferreiras é alargado, várias quintas à beira Douro, entre elas a de Montes, a de Rodo, a de Travassos, a de Valado, a de Monte Meão, a de Vila Maior, a de Vesúvio, a das Nogueiras e muitas outras, cerca de trinta.
Anualmente vai aumentando a produção de pipas. Mas para que a tendência se mantenha, Antónia Adelaide (a Ferreirinha) não desiste de emendar o declive das encostas e o consequente perigo de erosão: manda rasgar e aplainar sucessivos terraços escorados por lajes de xisto arrancadas à terra-mãe. A esses terraços interligados por escadas de pedra, o povo dá o nome de socalcos.
Trabalho hercúleo para, pelo menos, um milhar de trabalhadores a espalhar por tantas quintas. Mas é fácil mobilizá-los, estão sempre ao dispor da Ferreirinha, mãe dos pobres, socalcos da bondade…