A ILHA DOS NÁUFRAGOS – 24 – por Louis Even – Fábula que permite compreender o mistério do dinheiro

Dinheiro por produção

O dinheiro deve estar ao serviço dos produtores, à medida que estes têm necessidade de mobilizar os meios de produção.

É possível, visto que foi isso que se fez, dum dia para o outro, quando a guerra foi declarada em 1939. O dinheiro que faltava por todo o lado, há dez anos, veio de repente, e durante os seis anos da guerra, não houve nenhum problema de dinheiro para financiar toda a produção possível e requerida.

O dinheiro pode pois ser, e deve estar ao serviço da produção pública ou da produção privada, com a mesma fidelidade, que ele esteve ao serviço da produção de guerra Tudo o que é fisicamente possível para responder as necessidades legítimas da população deve fazer-se financeiramente possível.

Seria o fim dos pesadelos da função pública. E seria o fim do desemprego e das privações, na medida em que há tanto a fazer, para responder às necessidades, públicas e privadas, da população.

Todos capitalistas, dividendos a cada um

O Crédito Social preconiza a distribuição dum dividendo periódico a todos. Digamos: um montante pago cada mês a toda a gente independentmente de seu emprego; assim como o dividendo pago ao capitalista, mesmo quando ele não trabalha pessoalmente.

Reconhece-se que o capitalista tem dinheiro, aquele que investe dinheiro numa empresa, tem direito a uma renda do seu capital, renda que se chama dividendo. São outros, os indivíduos que empregam este capital, esses são recompensados por isso, em salários.

Mas o capitalista tira uma renda pela unica presença do seu capital na empresa. Se ele próprio trabalhar, ele tirará então duas rendas: um salário pelo seu trabalho e um dividendo pelo seu capital investido.

Pois bem, o Crédito Social considera que todos os membros da sociedade são capitalistas. Todos possédem em comum um capital real que contribui. muito mais à produção moderna que o capital-dinheiro ou que o trabalho indivídual dos empregados.

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