TERNATE – por Fernando Correia da Silva

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Manhã de 1515, Mar de Sonda. Vindo de Malaca, um junco lança ferro no porto de Ternate, uma das ilhas das especiarias. O comandante árabe pede audiência ao soberano Quechil Boleif. É portador de uma carta para Serrão, o Vizir. O da pele clara, o cristão, o português… 

Há 3 anos Francisco Serrão partira de Malaca em busca das ilhas Malucas. Naufragara nas costas de Ternate. Aspirando regressar, com os seus homens pensara construir ou conquistar um barco. Mas abrandado pelos trópicos acabou por desistir da empreitada. Quechil Boleif nomeou-o Vizir e deu-lhe uma princesa como esposa. E a princesa deu-lhe três filhos, um por ano. Serrão escreveu carta ao seu amigo Fernão de Magalhães, assentado em Malaca: Vinde ter comigo, Fernão. Encontrei aqui um novo mundo, mais rico e maior do que o de Vasco da Gama…

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