Dharma é o novo CD da cantora cabo-verdiana, Arlinda Santos, ex-integrante do grupo Simentera e combatente pela libertação da Guiné-Bissau e Cabo Verde.
Dharma é uma palavra de origem indiana que significa virtude, honra, tudo o que é positivo mas também evolução ao nível intelectual, artístico ou cultural, O disco que já está no mercado, foi produzido nos EUA, em colaboração com César Lima, conceituado guitarrista cabo-verdiano radicado na América. O disco é composto por 10 faixas musicais, e as letras das canções têm um parentesco entre si. Estão ordenadas para apresentar a visão de Arlinda Santos. Ela recorreu à inspiração de outros notórios compositores e artistas como Paulino Vieira, Amândio Cabral, Daniel Spencer, Toy Vieira, Kalú Monteiro e César Lima. Quase metade das composições são de sua autoria. «Eu não sou poeta nem compositora, mas vou fazendo as composições para suprir a necessidade e sair da rotina de que já estou habituada.» Arlinda Santos começou a cantar aos 13 anos até que emigrou para Portugal onde fez algumas actuações. Depois envolveu-se no movimento para libertação de Guiné-Bissau e Cabo Verde.
Após a independência, em 1975, regressou a Cabo Verde, e com César Lima gravou seu primeiro CD Chama Violeta, que no seu entender foi bem aceite apesar de ser uma produção caseira, pouco comercial gravado em casa, na ilha de São Vicente, onde reside actualmente.

