CARTA DE VENEZA – 64 – por Sílvio Castro

 “A Seleção brasileira de futebol, recém-vencedora da Confederation Cup-2013, está pronta para a Copa do Mundo do ano próximo”

Derrotando por 3 a 0 a Espanha (Fred 2’, 47’ – Neymar 44’), na final da Confederation Cup do dia 30 de junho passado, a Seleção brasileira, além de conquistar o dito título pela 4ª. edição consecutiva, igualmente o fez pela quinta vez, confirmando de certa maneira a própria vocação para a posse de pentas. Mas, em verdade, trata-se de um pré-aviso, pois quanto ao galardão de vencedor da Copa do Mundo de Futebol a meta que agora não pode falhar é aquela de hexa-vencedor da mesma.
Já se passaram 13 anos quando a vitória final sobre a seleção da Alemanha (2 a 0; gols de Ronaldo e Rivaldo) na edição da Copa da Corea-Japão, 2002, provocou uma declaração de grande esportividade do treinador  da seleção alemã Rudi Voeller: “A verdade é que o Brasil é um esqadrão maravilhoso e merece ser campião do mundo.” Então a guiar a Seleção se encontrava Scolari, hoje de novo à frente da mesma, coadjuvado por outro grande conquistador de títulos, Parreira. Assim, mais do que nunca, parece que o hexa se aproxima…
Se considerarmos a formação titular da Seleção, tal como venceu as suas cinco partidas da Confederation, podemos deduzir que o esquadrão está reentrando mais uma vez, necessitando somente de alguns aperfeiçoamentos:
Júlio Cesar
Daniel Alves David Luiz Thiago Silva Marcelo
Paulinho Luiz Gustavo Oscar
Hulk Neymar Fred

Júlio Cesar é sempre aquele grande goleiro que por muitos anos no futebol italiano brilhou de tal maneira a chegar a ser considerado o melhor gol-quiper do mundo, superando até mesmo o soberbo Buffon. Neste momento atravessa de novo a mesma forma. A única ressalva que se lhe pode fazer é que protege pouco a sua pequena área, não saindo como de dever nos cross que a martelam. Como consequência, surge um certo desequilíbrio nas atuações dos grandes centrais brasileiros, principalmente quanto ao mais jovem David Luis que perde, de vez em quando, a cabeça, provocando perigos de penaltis sbsurdos. Isso acontece menos e raramente com o grande Thiago Silva, considerado unanimente pela crítica internacional, como o maior defensor central do mundo. Os dois laterais, Daniel Alves e Marcelo são craques de grande estatura. O lateral direito tem ainda o grande defeito de não saber voltar para a defesa em forma perfeita, como o fazia o recém-falecido, Djalma Santos, o maior lateral da história do futebol brasileiro. Marcelo é mais equilibrado, pois mais do que um lateral é quase um mediano, lembrando nisso, de certa maneira,outro grande Santos da nossa história de grandes jogadores, Newton Santos, um dos renovadores táticos do nosso futebol, ao lado de seu companheiro predileto, o meu colega de Colégio, Zagalo.

A linha mediana é de alta qualidade, mesmo surpreendente para aqueles que não os acompanham habitualmente, principalmente Paulinho. O jogador do Corinthians se revelou como um dos grandes nomes da Confederation e promete uma Copa do Mundo de alto nível. O mesmo se  pode dizer de Luiz Gustavo, sábio na destruição dos ataques inimigos e de correspondentes contra-ataques. Oscar completa a ótima intermediária, igualmente linha de ataque. Em verdade, por razões ainda não claras, ele não produziu quanto sabe durante as partidas da Confederation. Terá deixado tudo para 2014…

O ataque teve amplo destaque e promete muito bem. De particular interesse é a posição assumida por Hulk, habitualmente um centro-avante de área, agora deslocado estavelmente para a parte direita do ataque. Ali a sua versatiilidade de grande atleta demonstrou duas especiais qualidades, aquela de alargamento de seus ângulos de tiros, e Hulk os possui em grande evidência, bem como de sábio condutor da cobertura do lateral Daniel Alves, quando este não retorna com o devido reflexo possitivo. Neymar e Fred completam o magnífico ataque. De Neymar não temos necessidade de acrescentar qualquer comentário a quanto a media internacional lhe dedica quase diariamente. Seu jogo é de impressionante simplicidade e pureza de estilo. A grande surpresa foi o atacante do Fluminense, Fred. O seu sentido do gol é sensacional.

Ao lado desses onze titulares – que não permitem hipóteses de retornos de veteranos como Ronaldinho e outros – surgiram nomes de grande estatura como Hernanes, o outro grande oportunissta do gol, Jó, e Jádson.

Vamos ver se dá!

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